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08/03/2010 - 16h56

Líder eleito do Chile quer manter militares em áreas do tremor

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, afirmou nesta segunda-feira que manterá por tempo indeterminado os militares nas regiões afetadas pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu o país no dia 27 de fevereiro.

"Eles ficarão por muito mais tempo para garantir a ordem pública", disse Piñera, que toma posse na quinta-feira.

Segundo ele, as Forças Armadas chilenas contam com logística, pessoal "capacitado, treinado e disciplinado", além de equipamentos para situações de desastre.

"Os militares são parte da sociedade chilena. São tão chilenos como os demais e, portanto, se podem ser úteis na emergência, não há motivos para não se contar com essa ajuda por parte deles".

Ele afirmou ainda que ampliará a declaração de "estado de catástrofe" (que, entre outras medidas, pode incluir toque de recolher) para as localidades que necessitarem. Essa determinação, segundo ele, permite o uso da força pública e autoriza o Estado a levar ajuda mais rápida às áreas destruídas pelo terremoto e tsunamis.

As declarações do presidente foram feitas à rádio ADN. Na entrevista, ele voltou a criticar a "demora" com que o atual governo da presidente Michelle Bachelet decretou o estado de catástrofe após o tremor, que foi seguido de saques em áreas mais afetadas, como a cidade de Concepción.

'Preconceito'
Segundo Piñera, houve "certo preconceito" do atual governo em convocar os militares para as operações de socorro.

"O importante era saber se era necessário ou não pedir a contribuição das nossas Forças Armadas. Eu acho que sim, mas com a dúvida (da atual gestão) perdemos 48 horas", disse.

País com 16 milhões de habitantes, o Chile está completando 20 anos de democracia, após 17 anos de regime militar liderado pelo general Augusto Pinochet (1973-1990).

Nestes vinte anos, o país foi governado pela frente de centro-esquerda Concertación. Piñera é o primeiro representante da centro-direita que chega pelo voto popular ao palácio presidencial La Moneda em mais de 50 anos.

Prejuízos
Nove dias após o terremoto seguido de tsunamis na costa chilena, autoridades locais e especialistas continuam estimando os prejuízos provocados pelo desastre.

O governo atual estimou que será necessário US$ 1,2 bilhão para reconstruir a infraestrutura afetada. Mas esse total ainda não inclui a reparação e melhorias em hospitais, por exemplo.

Em Santiago, operários começaram a trabalhar na Avenida Américo Vespúcio Norte, onde dois trechos desabaram com os fortes tremores, danificando diversos automóveis.

O local ainda exibe a estrutura de cimento e aço no chão e ainda comove os motoristas que por ali passam.

"Olhando para esse monstro (a parte da avenida) jogado no chão fico pensando como minha casa de dois quartos resistiu àquela madrugada de horror. As paredes da casa batiam na gente e eu não conseguia ficar em pé para chegar ao quarto dos meus filhos", disse o motorista particular José Olivares.

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