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10/03/2010 - 12h44

Francês pega 18 anos de prisão por decapitar esposa virgem

Um francês que decapitou sua esposa virgem, após 25 anos de relacionamento, foi condenado à pena de 18 anos de prisão pelo Tribunal Criminal do departamento de Pas-de-Calais, no norte da França.

Philippe Cousin matou sua mulher Nicole em abril de 2007, alegando que ela se recusava a ter relações sexuais normais e não queria ter filhos. A virgindade da esposa foi comprovada na autópsia.

Após um julgamento que durou dois dias, a sentença foi concedida na noite de terça-feira.

Ela determina que o réu deverá permanecer, no mínimo, 12 anos preso. Ou seja, ele não poderá pedir liberdade condicional antes de cumprir dois terços da pena total de 18 anos.

Após o anúncio da sentença, Cousin não expressou nenhum tipo de emoção, segundo a imprensa francesa. Ele disse à família da vítima que tinha "consciência da gravidade de seus atos", mas não pediu desculpas explicitamente.

Razões Durante o julgamento, o réu não teria explicado claramente as razões que o levaram a cometer o crime, afirmou a procuradora Cécile Guillo.

Cousin, 53 anos, declarou ter esfaqueado inúmeras vezes sua esposa, antes de decapitá-la, após uma violenta briga que teria sido motivada pelo fato de que ela se recusava a ter filhos.

Antes do crime, ele havia servido o café da manhã na cama para a esposa, como fazia diariamente.

O réu afirmou que Nicole se recusava a ter filhos por medo de transmitir à criança a doença de seu pai, que tinha esclerose múltipla e se suicidou por causa disso.

Mas os argumentos da defesa em relação à grande frustração do marido por não ter filhos, que poderiam explicar seu acesso de raiva descontrolado, foram rebatidos pela irmã da vítima.

Segundo ela, Nicole nunca teria se recusado a ter filhos e havia até mesmo cogitado a possibilidade de realizar uma fecundação in vitro.

Divórcio O fato de que a esposa também teria ameaçado pedir o divórcio também foi mencionado por pessoas próximas à vítima.

Durante o julgamento, Cousin teria elogiado sua esposa o tempo todo, o que dificultou o trabalho da defesa, escreve o jornal Le Figaro.

O advogado e as testemunhas da defesa descreveram Cousin como um homem "submisso, que cedia a todos os caprichos da esposa".

Os dois especialistas psiquiátricos convocados no julgamento declararam que Cousin "teria explodido, após dezenas de anos de frustrações".

O casal se conheceu há 25 anos e se casou em 1986.

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