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11/03/2010 - 12h29

Biden tenta amenizar 'crise' com Israel e pede empenho para negociações

O vice-presidente americano, Joe Biden, conclamou israelenses e palestinos à voltarem à mesa de negociações "apesar das dificuldades" no final de sua visita à Israel.

Em seu discurso na Universidade de Tel Aviv, visto como uma tentativa de amenizar o mal-estar entre o seu governo e o de Israel após o anúncio, no meio de sua visita, da construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental, Biden disse que a paz seria "a única alternativa" para a região.

Biden defendeu a visão de que a paz só seria possível com a criação de dois Estados, diante de um público composto principalmente por estudantes que o aplaudiram inclusive quando condenou o anúncio do governo israelense dos planos para Jerusalém Oriental.

O discurso começou com 40 minutos de atraso, depois que o vice-americano conversou diversas vezes por telefone com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu. Biden disse que aceitou a explicação do primeiro-ministro, de que as casas "só serão construídas dentro da alguns anos".

O anúncio levou as lideranças palestinas a desistir de novas negociações 'indiretas' com Israel, que seriam mediadas pelo enviado especial do presidente Barack Obama, George Mitchell.

Crise Para a imprensa israelense, o anúncio das novas construções durante a visita provocaram uma "crise profunda" entre os Estados Unidos e Israel.

A manchete do maior jornal de Israel, o Yediot Ahronot, nesta quinta-feira, cita uma frase que Biden teria dito a interlocutores israelenses após o anúncio dos assentamentos: "Vocês estão colocando em risco os soldados americanos" (se referindo aos soldados americanos posicionados no Iraque).

De acordo com o jornal, Biden afirmou que a construção nos territórios ocupados pode vir a "incendiar a região".

A última vez em que líderes americanos condenaram Israel em termos mais duros ocorreu em 1991, durante a gestão do presidente George Bush e do secretário de Estado James Baker.

Naquela época o governo americano recusou-se a garantir empréstimos a Israel em represália à ampliação de assentamentos na Cisjordânia.

O estopim da divergência na ocasião também foi a ampliação de construções nos territórios ocupados.

Já Biden, em seu discurso nesta quinta, em tom mais conciliatório, reiterou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Israel e mencionou a ajuda financeira de US$ 30 bilhões que o governo americano prometeu providenciar "para manter a vantagem qualitativa" de Israel.

Biden também afirmou que os Estados Unidos estão determinados a impedir que o Irã tenha armas atômicas.

De acordo com o jornal Haaretz desta quinta-feira, a prefeitura de Jerusalém tem planos de construir mais 50 mil apartamentos em Jerusalém Oriental.

Netanyahu afirmou que durante a visita de Biden houve uma "falha na escolha do momento do anúncio", mas que "a construção em Jerusalém vai continuar".

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