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11/03/2010 - 08h46

Palestinos voltam atrás e desistem de novas negociações com Israel

O presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou que desistiu de iniciar negociações indiretas com Israel, depois da crise gerada pelo projeto de construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental.

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse nesta quinta-feira que o presidente Abbas telefonou ao secretário-geral da Liga Árabe, Amer Moussa, avisando que voltou atrás da intenção de iniciar negociações indiretas com Israel, em decorrência da construção israelense em Jerusalém Oriental.

De acordo com Erekat, Abbas não quer retomar as negociações de paz com Israel sem o congelamento total da construção de assentamentos israelenses, inclusive em Jerusalém Oriental.

Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado Palestino.

Em decorrência de fortes pressões do governo dos Estados Unidos e depois de receber o apoio da Liga Árabe para iniciar negociações indiretas, Abbas havia concordado com o plano americano de que o diálogo com Israel seria intermediado pelo enviado especial do presidente Barack Obama, George Mitchell.

Mas, com a declaração de Abbas, a liderança palestina volta à sua posição inicial, de rejeitar as negociações sem que haja o congelamento dos assentamentos.

Visita O vice-presidente americano, Joe Biden, veio ao Oriente Médio para dar mais um impulso ao lançamento das negociações indiretas.

Porém, em meio a sua visita, o governo israelense anunciou o plano de construir 1,6 mil novas casas em Jerusalém Oriental.

O anúncio gerou uma crise que culminou com a retirada dos palestinos das negociações, mesmo antes de começarem.

Em uma reunião de emergência realizada no Cairo na noite da quarta-feira, a comissão de ministros da Liga Árabe também recomendou que a organização retire seu apoio ao plano de negociações indiretas, em vista da construção israelense em Jerusalém Oriental. De acordo com a comissão, o anuncio sobre a construção em Jerusalém "demonstra que Israel não tem intenções sérias de retomar as negociações".

Os ministros árabes também advertiram que "se Israel não suspender imediatamente essas medidas, não haverá sentido nas negociações".

O anúncio da construção também gerou uma crise nas relações entre Israel e os Estados Unidos.

O vice-presidente americano, Joe Biden, acusou Israel de prejudicar os esforços para a retomada das negociações e de tomar medidas que afetam a confiança necessária para a realização do diálogo.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu disse a Biden que não sabia que o anúncio seria feito e repreendeu o ministro do Interior, Eli Ishai, por ter revelado "falta de sensibilidade".

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