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11/03/2010 - 23h24

Piñera fala em reconstrução no 1º discurso como presidente

No primeiro discurso como novo presidente chileno, Sebastián Piñera, afirmou, na noite desta quinta-feira, que o país será reconstruído "pedra por pedra".

"Vamos reconstruir o Chile juntos e pedra por pedra", afirmou o novo presidente, em um discurso feito na varanda do Palácio presidencial La Moneda, diante de uma multidão que demonstrava apoio ao novo líder.

Piñera assumiu a Presidência poucos dias após o terremoto de 8,8 graus de magnitude e dos tsunamis que atingiram o país no dia 27 de fevereiro. No dia de sua posse, o país voltou a sofrer novas réplicas que abalaram a população e provocaram diversas mudanças na cerimônia.

"A terra se sacudiu sobre nossos pés e o mar também. Mas a tragédia, longe de nos enfraquecer, vai nos fortalecer", destacou ele.

Homenagem O novo presidente afirmou que não se deverá desistir da busca dos desaparecidos no maremoto que afetou as regiões de Maule e Bíobío.

Piñera citou os nomes de "alguns heróis" que salvaram a vida de várias pessoas naquele dia do desastre. Entre elas, o novo líder chileno citou uma menina de 12 anos que tocou o sino alertando uma população sobre a chegada de um tsunami. O alerta salvou diversas pessoas.

Piñera também agradeceu a atuação dos bombeiros e das Forças Armadas no resgate às vítimas e na manutenção da segurança em áreas afetadas por saques.

Após o discurso, o presidente liderou uma cerimônia em homenagem às vítimas do desastre ao lado de sua mulher, filhos e netos.

Mais cedo, Piñera visitou a cidade de Concepción, arrasada pelo terremoto e ondas gigantes.

Duranta e visita, o presidente anunciou que a primeira medida de seu governo será o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira, com um plano social que prevê 40 mil pesos chilenos (US$ 80) por pessoa afetada pela catástrofe na cidade.

Esta já era uma promessa de campanha para as pessoas mais carentes e já havia sido anunciada antes do histórico terremoto.

Logo após o discurso à nação, depois das 22h em Santiago (mesmo horário em Brasília), ele realizou a primeira reunião ministerial - o principal assunto da agenda foi a reconstrução das áreas devastadas pelo desastre.

'Zona de catástrofe' O primeiro dia como presidente do Chile foi movimentado para Sebastián Piñera. Ainda nesta quinta-feira, logo após receber a faixa presidencial de Michele Bachelet, ele decretou zona de catástrofe na região de Libertador O'Higgins, no centro do país, onde foram registrados os novos terremotos.

Piñera ainda convocou uma reunião de emergência sobre os novos tremores e determinou à sua equipe que faça uma avaliação dos danos.

Os tremores que voltaram a atingir o país também afetaram a cerimônia de posse de Piñera, que foi mais curta que o previsto. Os cerca de 1,2 mil convidados - entre eles presidentes da América do Sul e o príncipe da Espanha - saíram do do Congresso Nacional, em Valparaíso, assustados.

O passeio de Piñera em carro aberto pelas ruas de Valparaíso também foi mais curto que o programado. Logo após receber a faixa presidencial, as primeiras palavras do novo presidente foram exatamente sobre o que chamou de "golpes da natureza".

"Lamentavelmente, a natureza está nos golpeando com muita força. Mas quero pedir calma e tranquilidade a todos vocês. Não estamos só preocupados com as regiões já afetadas, mas ocupados. É momento de manter a calma", afirmou.

Os novos tremores provocaram correrias nas áreas devastadas pelo desastre de 27 de fevereiro, no qual morreram cerca de 500 pessoas. Nas cidades de Constituición, próxima ao epicentro do terremoto de 8,8 graus de magnitude, e de Concepción, alvo de saques após o desastre, muita gente chorou nas ruas.

Em muitos casos, eles perderam casas e barcos e ainda estão dormindo em barracas. O desespero levou os comerciantes a fecharem as portas, com medo de novos saques.

Em Valparaíso, três horas após os tremores desta quinta-feira, muitos moradores ainda não tinham voltado para casa ou para o trabalho, preferindo estar na parte alta da cidade, já que a parte baixa é muito próxima ao oceano Pacífico.

O jornaleiro Jaime Gómez, de 64 anos, que trabalha em Valparaíso lamentou que os tremores tenham ocorrido em meio à posse do novo governo.

"A mudança política era necessária, mas que pena que meu candidato assuma neste clima", disse.

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