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12/03/2010 - 09h24

Repressão a protesto mata seis pessoas no Iêmen

Médicos fazem atendimento improvisado de feridos na manifestação, em mesquita de Sanaa (AFP/Getty)
A polícia do Iêmen atacou uma manifestação contra o governo na capital do país, Sanaa, neste sábado matando pelo menos seis pessoas.

De acordo com médicos no local, além dos seis mortos, mais de mil pessoas ficaram feridas e a polícia estava impedindo a entrada das equipes médicas na praça central da capital iemenita. Um dos médicos disse à BBC que muitos feridos estão em estado grave.

As forças de segurança teriam disparado com munição verdadeira, jatos de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes acampados há semanas na praça Tahrir de Sanaa.

Os confrontos começaram depois que os Estados Unidos pediram, na quinta-feira, que a oposição do país aceitasse a proposta de negociação do presidente Ali Abdullah Saleh.

Os protestos contra o governo de Saleh, que já dura 32 anos, começaram há quatro semanas e já deixaram 30 mortos.

Protestos na sexta-feira
Na sexta-feira, os policiais já tinham reprimido milhares de manifestantes pró-democracia não apenas no Iêmen, mas também no Bahrein e na Arábia Saudita. Na cidade iemenita de Aden pelo menos seis pessoas ficaram feridas.

As forças de segurança abriram fogo contra uma multidão que tomou as ruas da cidade exigindo a renúncia do presidente do país, Ali Abdullah Saleh, em protestos inspirados nas revoltas que antecederam a queda de presidentes no Egito e na Tunísia.

Na capital iemenita, Sanaa, as manifestações começaram depois das tradicionais orações islâmicas da sexta-feira, em frente à Universidade de Sanaa, principal palco dos protestos que começaram em fevereiro.

Além da renúncia do presidente, os manifestantes pedem mais oportunidades de emprego e o fim da corrupção no país.

Na quinta-feira, Saleh fez a proposta de adotar reformas políticas no país, incluindo a separação dos poderes de governo e a adoção de um sistema parlamentarista. A oposição, no entanto, não aceitou dialogar com o presidente.

Saleh, que está no poder desde 1978, disse anteriormente que pretende deixar a Presidência a partir de 2013.

A república iemenita foi criada depois que o Iêmen do Norte e o Iêmen do Sul se juntaram em 1990. Saleh liderava a República Árabe do Iêmen, no norte do país, desde 1978, quando assumiu o poder depois de um golpe militar.

As primeiras eleições presidenciais diretas ocorreram apenas em 1999.

Apesar de ser, na teoria, um sistema multipartidário, a política do Iêmen é dominada pelo partido de Saleh, o Congresso Geral do Povo, desde a unificação.

Opositores iemenitas vêm protestando desde fevereiro, inspirados pelas revoltas em países vizinhos.

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