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13/03/2010 - 18h43

Após terremoto e tsunami, Japão luta para evitar desastre nuclear

Técnicos se preparam para medir radiação nos arredores de Fukushima
Engenheiros japoneses estão trabalhando para evitar um desastre nuclear na usina de Fukushima, que foi gravemente danificada durante o terremoto de sexta-feira.

Na usina, localizada na costa nordeste a 200 quilômetros de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores nucleares para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.

Os responsáveis pela instalação afirmaram que o nível de radiação excedeu o limite legal durante algum tempo.

Uma explosão destruiu o teto do prédio onde está o reator no sábado e ainda havia riscos de novos problemas neste domingo.

O governo admitiu que outro acidente pode ocorrer, mas nega que isso causaria um vazamento de radiação. Duas outras usinas nucleares, Onagawa e Tokai, também registraram problemas.

Pior crise
Na manhã de deste domingo, o governo japonês afirmou que o país enfrentava seu maior desafio em 65 anos.

Embora o número oficial de mortos seja de 1.500 pessoas, a polícia estima que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido apenas na região de Miyagi, uma das mais afetadas durante o tremor e o tsunami que devastaram a costa leste do país na sexta-feira.

Centenas de milhares de pessoas estão alojadas em abrigos em várias partes do país. Segundo o governo, algumas regiões já se deparam com a falta de água, alimentos e de combustível.

Muitos também estão sem eletricidade - 30% da energia do país vêm de usinas atômicas.
Alerta mundial
A ameaça de um grande acidente nuclear no Japão trouxe à tona preocupações em outros países a respeito da segurança desse tipo de instalação.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel descreveu a crise no Japão com um momento decisivo para o mundo. Segundo ela, os padrões de segurança nas usinas nucleares alemãs serão revistos.

O discurso de Merkel foi feito após um protesto, na véspera, reunir dezenas de milhares de manifestantes, que criticavam o projeto do governo de ampliar o uso dos reatores nucleares do país.

Nos Estados Unidos, o senador Joe Lieberman afirmou que Washington precisa interromper desenvolvimento de usinas nucleares, até que as lições do que ocorreu no Japão sejam aprendidas.

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