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14/03/2010 - 16h51

Conselheiro de Obama classifica anúncio israelense de 'destrutivo'

O anúncio israelense da construção de outras 1600 casas para judeus em Jerusalém oriental foi "destrutivo" para o processo de paz, disse neste domingo um dos principais conselheiros do presidente americano, Barack Obama.

David Axelrod disse que o anúncio, feito durante a visita do vice-americano, Joe Biden, à região para tentar reavivar as negociações entre israelenses e palestinos, foi um "insulto" para os Estados Unidos.

"Foi uma afronta, um insulto, mas acima de tudo, sabota esse esforço já bastante frágil de levar paz à região", disse ele à rede NBC.

"Acabamos de iniciar negociações indiretas para uma reaproximação entre israelenses e palestinos e o anúncio ser feito nesta hora foi muito destrutivo", completou.

Na sexta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse à rede de TV CNN que "o anúncio dos assentamentos no dia da visita do vice-presidente foi um insulto". No mesmo dia, em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, Hillary afirmou que a medida abalou a relação entre os dois países.

'Calma' Netanyahu, convocou uma reunião de seu gabinete neste domingo para discutir a crise com os EUA.

"Proponho que nos acalmemos. Sabemos como lidar com estas situações, com calma, responsabilidade e seriedade", disse Netanyahu que afirmou reconhecer que o anúncio foi ofensivo, mas disse ter sido um acidente.

O correspondente da BBC em Jerusalém Paul Wood disse que está claro que os americanos não aceitam a justificativa israelense de erro burocrático e sabem que o momento escolhido para fazer o anúncio ajudou Netanyahu a satisfazer os setores mais à direita em sua coalizão de governo.

A comunidade internacional considera Jerusalém oriental um território ocupado e diz que as construções israelenses no local são ilegais mas Israel considera a região, anexada em 1967, parte de seu território.

Cerca de meio milhão de judeus vivem em mais de 100 assentamentos construídos na Cisjordânia e Jerusalém oriental.

Os palestinos reivindicam a parte oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado Palestino. Uma das condições que os palestinos estabeleceram para a retomada das negociações era o congelamento das construções israelenses em assentamentos tanto na Cisjordânia como em Jerusalém.

Israel disse que não interromperia as construções na cidade. Fora as 1600 residências anunciadas para o bairro de Ramat Shlomo, em novembro foram aprovadas novas 850 casas no bairro de Gilo e em janeiro de 2010, outras 600 no bairro de Pisgat Zeev.

Nos últimos 18 meses várias famílias palestinas foram despejadas para que sejam construídas casas para judeus, após decisão judicial. No bairro de Silwan, 88 residências palestinas foram demolidas após o anúncio de um polêmico processo de renovação da área.

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