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16/03/2010 - 19h54

Amorim diz que obras em Jerusalém são 'golpe' em negociações de paz

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira, em Belém, na Cisjordânia, que a decisão israelense de construir 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental foi "um golpe" nas negociações de paz no Oriente Médio.

"Obviamente aquele foi um golpe para a retomada das negociações", disse Amorim em entrevista coletiva realizada após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

O chanceler brasileiro, no entanto, afirmou que "apesar das dificuldades", ele avalia que ainda há disposição para continuar o diálogo.

"A boa notícia é que há uma disposição para continuar o diálogo, apesar das dificuldades. Mas é claro que a questão dos assentamentos tem um efeito negativo neste processo", disse.

Segundo o ministro, durante as conversas com as autoridades palestinas, foi possível sentir que "não há uma visão de desespero diante da situação, embora se tenha consciência de que se trata de uma crise".

"Será que a confiança se quebrou definitivamente? Não creio, acho possível reconquistar a confiança", afirmou.

Crise A decisão israelense, anunciada na semana passada, de construir as residências em uma região que é considerada como território ocupado pela comunidade internacional foi o estopim para o início de uma crise diplomática entre os Estados Unidos e Israel e motivou uma nova onda de violência na região.

O anúncio, feito durante uma visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a Israel, foi muito criticado por autoridades do governo do presidente Barack Obama e fez com que os palestinos desistissem de participar de uma tentativa de retomada nas negociações de paz.

A decisão israelense também fez com que o enviado especial do governo dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, adiasse um encontro que teria com o presidente israelense, Shimon Peres, nesta terça-feira.

Também nesta terça-feira, manifestantes palestinos entraram em choque com policiais israelenses em diversos pontos de Jerusalém Oriental durante protestos contra as novas construções.

Segundo o chanceler brasileiro, apesar da recente crise, "não há uma sensação de que tudo terminou", embora tenha demonstrado um certo pessimismo ao afirmar que "a cada vez sinto que se deu mais um passo para trás".

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