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17/03/2010 - 06h02

Lula inaugura 'Rua Brasil' em frente à sede da Autoridade Palestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, de uma cerimônia para batizar como "Rua Brasil" a via que fica em frente a sede da Autoridade Nacional Palestina.

"Esse gesto sinaliza o carinho que o povo palestino tem pelo povo brasileiro", disse o líder brasileiro.

A rua Brasil está localizada a poucos metros do mausoléu onde está enterrado Yasser Arafat, morto em novembro de 2004.

Lula depositou flores no túmulo do fundador do Fatah, também considerado o pai do movimento nacionalista palestino.

A rua possui dois quilômetros de extensão e liga o local onde está sepultado Arafat à cidade de Al-Bireh.

"Primeiro vem a rua, depois os investimentos, depois um ponto de encontro entre o povo palestino e o Brasil", declarou Lula.

O presidente brasileiro prometeu empenho no processo de paz entre israelenses e palestinos, dizendo que "o Brasil fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar o povo palestino".

Encontro Na terça-feira, o presidente Lula já havia se encontrado com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, nesta segunda parte do giro pelo Oriente Médio.

Nessa reunião que durou cerca de uma hora, os dois conversaram, segundo a chancelaria brasileira, sobre a atual crise no processo de paz e sobre como a comunidade internacional, incluindo o Brasil, pode atuar na mediação. Nesta quarta-feira, Lula se encontrará novamente com o presidente palestino.

O Brasil quer participar como mediador de um eventual novo processo de paz entre israelenses e palestinos. A atual crise entre as partes foi detonada pelo anúncio da construção de 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental - que os palestinos reivindicam como sua futura capital. O anúncio gerou confrontos em Jerusalém Oriental e levou Israel a fechar as fronteiras com a Cisjordânia.

Por causa do atual bloqueio, os postos de controle de fronteira ficam fechados à entrada de palestinos em Israel. É apenas permitido o acesso por razões humanitárias. Normalmente, esse grau de fechamento só é determinado em feriados festivos de Israel ou em momentos de muita tensão.

Pelo posto de checagem, por onde Lula e sua comitiva entraram em Belém, na Cisjordânia, passam, normalmente, milhares de palestinos com permissão para trabalhar em Israel.

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