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20/03/2010 - 10h52

Coalizão volta a atacar forças de Khadafi na Líbia

TV líbia mostrou imagens de veículos queimados próximo a Benghazi
Aviões americanos voltaram a lançar ataques neste domingo contra posições das forças de segurança do coronel Muamar Khadafi na Líbia, após uma noite de ofensivas por terra e ar.

Um porta-voz das Forças Armadas americanas disse que 18 aeronaves, incluindo aviões 'invisíveis' B-2, conduziram a operação.

Durante a noite, os B-2 lançaram 40 bombas convencionais em alvos em território líbio, enquanto navios de guerra americanos e britânicos dispararam pelo menos 110 mísseis teleguiados contra a defesa aérea líbia.
Pelo menos 20 posições de defesa aérea foram alvejadas na capital, Trípoli, e na cidade de Misrata, no oeste.

O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que a zona de exclusão aérea autorizada na quinta-feira por uma resolução da ONU está de fato em vigor na Líbia.

A TV estatal líbia exibiu neste domingo imagens de corpos e veículos militares queimados na estrada que as forças do governo estavam usando para lançar sua ofensiva em Benghazi, a principal cidade do leste da Líbia, que voltou ao controle rebelde.

A TV também mostrou autoridades líbias visitando pacientes no hospital. O governo líbio diz que 64 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas nos bombardeiros, mas a informação não foi verificada independente. O almirante disse que não tem registro de mortos.

Mais cedo, o coronel Khadafi falou à população através de uma ligação telefônica para a TV estatal.

"Prometemos uma guerra longa e extensa sem limites", disse o líder líbio. "Vamos lutar palmo a palmo."
No sábado à noite, Khadafi acusou as potências ocidentais de "colonialismo" e pediu ao povo que empunhe armas para defender a revolução que ele lidera.

Navios americanos dispararam mais de 100 mísseis contra bases líbias
"Esta agressão só torna o povo líbio mais forte e consolida sua vontade", disse o líder líbio.

Contra os inimigos, disse, o regime abrirá "os depósitos de armas para defender a unidade, soberania e poder da Líbia".

Ameaça
A ação militar na Líbia começou no fim da tarde do sábado, quando caças franceses Rafale atacaram tanques e veículos militares blindados das forças do governo.

Durante a madrugada, mais de cem mísseis foram disparados a partir de navios de guerra americanos e britânicos. A aviação da Grã-Bretanha também informou estar participando da ação aérea ao lado da França.

Em entrevista ao canal de TV France 2, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, declarou que "os ataques vão continuar nos próximos dias, até que o regime líbio cesse a violência contra sua população".

Já o governo russo se preocupado com os relatos de vítimas entre civis e pediu aos aliados que não atinjam alvos não-militares na Líbia.

A resolução 1.973, aprovada na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, estabelece uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger os civis de bombardeios por parte do governo.

A medida autoriza os Estados membros a tomar "todas as medidas necessárias" para efeito de proteção, excluindo a possibilidade de envio de forças de ocupação estrangeiras.

Khadafi, que está há 40 anos no poder, diz que a resolução é "inválida".

Rebeldes dizem que as forças de Khadafi ainda controlam a terceira maior cidade da Líbia, Misrata, a oeste de Benghazi, e que atiradores de elite haviam sido posicionados nos edifícios da cidade prontos para atirar em passantes.

Um porta-voz dos rebeldes disse que a cidade está sob intenso bombardeio por parte das forças do regime líbio.

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