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21/03/2010 - 07h25

ONU promete apoio a palestinos vivendo sob bloqueio em Gaza

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, prometeu neste domingo continuar apoiando os moradores de Gaza, que vivem sob bloqueio de Israel e do Egito.

A promessa foi feita durante uma visita à região para tentar revigorar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

Ban disse aos palestinos que "nós estamos com vocês", enquanto visitava um bairro destruído pela ofensiva israelense a Gaza, há 14 meses.

A entrada de materiais de construção é restrita na região por causa do bloqueio, o que impede a reconstrução.

Israel impôs um rígido bloqueio depois que o grupo islâmico Hamas tomou o poder, em junho de 2007.

Falando em Gaza, Ban disse que é "desesperador" para ele ver as casas continuarem destruídas, sem a possibilidade de serem reconstruídas.

Ele afirmou que as famílias em Gaza estão vivendo sob "condições inaceitáveis e insustentáveis".

O bloqueio também está evitando que a ONU conclua projetos habitacionais. "Minha mensagem para o povo de Gaza é esta: as Nações Unidas estarão com vocês durante esta experiência difícil." 'Não-violência' Entre várias críticas à política de Israel para os palestinos, Ban disse que o bloqueio é contraproducente porque impede o comércio legítimo e encoraja o contrabando e o extremismo.

Ele apelou para que os moradores de Gaza "escolham o caminho da não-violência, da unidade palestina e da legitimidade internacional".

Ban também pediu uma troca de prisioneiros envolvendo detentos palestinos e o soldado israelense Gilad Shalit, capturado por militantes em 2006.

A visita do secretário-geral da ONU ocorre em meio a tensões na região depois do anúncio de Israel de que pretende ampliar assentamentos em Jerusalém Oriental.

A liderança palestina diz que o plano é um obstáculo para a retomada do diálogo, e a decisão israelense foi criticada também pelo Quarteto, o grupo formado por Estados Unidos, Rússia, ONU e União Européia e que tenta mediar as negociações de paz na região.

Ainda neste domingo, o enviado americano, George Mitchell, também visitará a região para tentar estimular as negociações.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, deverá viajar para Washington para se encontrar com a secretária de Estado, Hillary Clinton e possivelmente com o presidente americano Barack Obama.

Enquanto isso, a violência continuou no sábado na Cisjordânia, com um adolescente palestino morto a tiros e outro seriamente ferido em confrontos com tropas israelenses perto da cidade de Nablus, segundo fontes médicas palestinas.

Israel afirmou que estava respondendo ao que chamou de um "tumulto violento" de jovens palestinos, que estavam jogando pedras contra colonos israelenses, segundo o correspondente da BBC na Cisjordânia, Jon Donnison.

O Exército israelense disse, no entanto, que não atirou com balas de verdade, usando apenas balas de borracha e gás lacrimogêneo.

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