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21/03/2010 - 10h22

Sul-africanos marcam 50 anos de Massacre de Sharpeville

Os sul-africanos marcam neste domingo o aniversário de 50 anos do Massacre de Sharpeville, um importante momento na luta pelos direitos dos negros no país.

No dia 21 de março de 1960, 69 pessoas morreram e 180 ficaram feridas quando a polícia atirou contra manifestantes desarmados que protestavam contra as leis segregacionistas do apartheid.

Muitas das vítimas foram baleadas nas costas quando tentavam fugir do local.

Eles estavam protestando especificamente contra a lei que determinava que todos os negros levassem consigo cartões de identidade.

O incidente ocorreu na cidade de Sharpeville, 50 km ao sul de Johanesburgo.

Marco O massacre é lembrado como um dos momentos mais sangrentos da luta contra o apartheid, segundo a correspondente da BBC na África do Sul, Karen Allen.

Nenhum policial foi condenado pelos crimes.

Os mortos estão sendo lembrados como parte do Dia dos Direitos Humanos, com missas, coroas de flores e um discurso do vice-presidente Kgalema Motlanthe.

Críticos dizem, no entanto, que as pessoas na cidade ainda vivem sob condições de extrema pobreza.

Hoje, muitos dos moradores de Sharpeville estão decepcionados que o movimento pelo qual lutaram - o partido Congresso Nacional Africano, que está no poder - tenha falhado em melhorar suas vidas, segundo a correspondente da BBC.

Muitas das lojas da cidade foram fechadas, o desemprego é alto e alguns moradores acham que os serviços públicos básicos são inadequados.

Nas últimas semanas, o Congresso Nacional Africano vem sendo alvo de protestos de várias comunidades sul-africanas, que temem que o favoritismo e a corrupção estejam ofuscando o trabalho do partido.

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