UOL Notícias Notícias
 

23/03/2010 - 22h06

Obama e Netanyahu se reúnem na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, se reuniram nesta terça-feira, em Washington, em meio a uma recente crise entre os dois países provocada pelo fracasso na retomada das negociações de paz no Oriente Médio.

Obama e Netanyahu conversaram por 90 minutos no Salão Oval da Casa Branca, mas não convidaram os jornalistas para assistir ao aperto de mão entre os dois líderes, como de costume.

A Casa Branca não deu detalhes sobre o conteúdo da reunião e discursos públicos não foram planejados.

A reunião acontece um dia depois de o premiê Netanyahu ter afirmado que Israel tem "o direito de construir" em Jerusalém, mesmo depois que os Estados Unidos criticaram planos israelenses para construção de 1,6 mil casas na cidade.

"Jerusalém não é um assentamento, é nossa capital", disse ele em discurso em Washington ao American Israel Public Affairs Committee (Aipac), um grupo que faz lobby pró-Israel nos Estados Unidos.

Netanyahu não fez menção direta às 1,6 mil casas que serão construídas no assentamento de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental.

Antes do discurso do premiê, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia dito no mesmo encontro que Israel precisa fazer escolhas "difíceis" para chegar à paz.

Ela disse que a expansão de assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados prejudica os esforços americanos por um processo de paz.

Indissociável A decisão de Israel de construir casas em território ocupado irritou a Autoridade Palestina. Os palestinos veem a decisão israelense como um empecilho às negociações de paz, que já estão interrompidas há mais de um ano.

O status de Jerusalém tem sido uma das questões mais delicadas nas negociações. Israel considera a cidade capital de seu país e os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro Estado palestino.

A comunidade internacional vê Jerusalém Oriental, a parte predominantemente árabe da cidade, como sendo território ocupado por Israel. As embaixadas estrangeiras são localizadas em Tel Aviv.

Cerca de meio milhão de israelenses vivem em mais de cem assentamentos construídos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Os assentamentos são considerados ilegais segundo as leis internacionais, o que é contestado por Israel.

Em seu discurso, Netanyahu disse que os assentamentos em Jerusalém Oriental são uma parte "indissociável" da cidade e continuariam sendo parte de Israel em um eventual acordo de paz.

"Portanto, construir neles não exclui de forma alguma a possibilidade de uma solução de dois Estados." Netanyahu disse que quer que palestinos sejam "nossos vizinhos, vivendo livremente" e convidou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para "negociar a paz".

O premiê israelense disse que os Estados Unidos podem ajudar ambos os lados a resolver seus problemas, mas que a paz não pode ser imposta de fora.

Netanyahu também disse que o Irã tem planos para desenvolver armas nucleares e que isso é uma "ameaça a todo o mundo". Ele pediu uma ação "decisiva" para "conter esse perigo". O Irã afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos.

Na semana passada, o premiê israelense havia proposto várias medidas para "construir confiança". Os detalhes ainda não foram divulgados publicamente, mas as autoridades israelenses afirmam que todas as questões de discórdia estarão nas negociações, que serão mediadas pelo enviado especial americano à região, George Mitchell.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host