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24/03/2010 - 14h35

Bebê monitorado por serviço social morre de fome em Londres

Um bebê de dez meses morreu de fome em um bairro do noroeste de Londres apesar de sua situação estar sendo monitorada por médicos e assistentes sociais.

O menino, cuja família estava em contato com pelo menos nove profissionais do NHS (o serviço de saúde pública britânico) foi encontrado morto em um apartamento no dia 8 de março.

A mãe do bebê, de 29 anos, foi presa por negligência e morreu dois dias depois da prisão, de acordo com a polícia. A polícia ainda informou que a irmã do bebê, de três anos, está sob os cuidados dos serviços sociais.

De acordo com a Polícia Metropolitana de Londres, a causa da morte da mãe ainda não foi estabelecida, mas acredita-se que foi em decorrência de uma "doença já existente".

Antes da morte, o menino já estaria sofrendo com graves problemas de desenvolvimento, outros problemas de saúde e estaria também abaixo do peso.

O conselho do bairro de Westminster, onde o bebê morava, no entanto, informou que "não havia indícios" de que a criança corria o "risco de sofrer com negligência ou abuso". O conselho de bairro também informou que o bebê não estava no registro de crianças sob proteção.

A Polícia Metropolitana afirmou ainda que a autópsia pode não revelar a causa da morte da criança.

Revisão do caso A morte do menino levou as autoridades do setor social a revisarem o caso. Duas organizações, o setor de serviços sociais do Conselho de Westminster e um consórcio de distritos administrativos de Londres, que fornece assistentes de saúde para famílias em situação difícil, estão envolvidos no caso.

"A família era nova em Londres e o conselho tinha arrumado moradia para eles", afirmou Michael O'Connor, diretor estratégico para crianças e jovens do Conselho de Westminster.

"Eles estavam sob os cuidados do serviço de saúde e o serviço social estava trabalhando com os profissionais de saúde para ajudar. Nenhuma das crianças estava nos programas de proteção pois não havia indícios de que corriam risco de negligência ou abuso", acrescentou.

"Até onde sei, pelo menos nove profissionais do NHS estavam trabalhando com a família e espero que nada fique de fora na investigação da morte da criança", afirmou Nickie Aiken, também do Conselho de Westminster.

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