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27/03/2010 - 10h13

Premiê-eleito do Iraque oferece coalizão com grupo rival

O ex-primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, líder da aliança secular que venceu por uma estreita margem as eleições parlamentares do país, se ofereceu para trabalhar com todos os partidos para formar um governo de coalizão.

Allawi disse que o bloco Iraqiya vai começar negociando com sua principal rival, a aliança Estado da Lei, do atual premiê, Nouri Al-Maliki, que foi derrotada por uma diferença de apenas dois assentos no Parlamento.

"O povo iraquiano abençoou o bloco Iraqiya ao escolhê-lo", afirmou Allawi em uma entrevista coletiva, neste sábado. "Estamos abertos a todos as forças, a começar pela aliança Estado da Lei, do meu irmão primeiro-ministro Nouri Al-Maliki." Mas Maliki se recusou a aceitar o resultado do pleito e disse que vai contestar a contagem dos votos através de tribunais.

Observadores da ONU e dos Estados Unidos enviados para acompanhar a eleição no Iraque em 7 de março disseram que a votação foi aceitável.

Risco Existe uma preocupação de que uma contestação do resultado possa ser longa e divisiva, colocando em risco os avanços em direção a uma maior estabilidade no país.

A violência sectária sofreu um salto no Iraque quando os políticos levaram meses para formar um governo depois das eleições de 2005.

Na sexta-feira, a Comissão Eleitoral do Iraque anunciou que o bloco de Allawi conquistou 91 assentos no Parlamento, contra 89 de Maliki. Ambos são xiitas representando facções politicamente laicas.

Como Allawi não obteve a maioria no Parlamento, terá agora que formar uma coalizão para governar.

Se ele não conseguir realizar isso dentro de 30 dias, o presidente do Iraque vai pedir o mesmo para o líder de outro bloco.

'Abertos' Neste sábado, Allawi disse que já apontou o vice-premiê Rafa Al-Issaw, que é membro de sua aliança, para negociar com outros partidos e assim ajudar a formar um novo governo "o mais rápido possível".

"O Iraque não pertence a ninguém nem a partido algum, mas pertence a todos os iraquianos." Allawi disse ainda que está "trabalhando por um governo que possa tomar decisões e colocar o Iraque de volta a seu lugar no mundo árabe e no mundo islâmico".

Há rumores, no entanto, que o premiê Maliki estaria negociando uma fusão com o INA, que inclui seguidores do clérigo radical xiita Moqtada Al-Sadr. Assim, Maliki poderia reivindicar a liderança sobre o maior bloco do Parlamento.

Segundo determinação da Suprema Corte, alianças podem ser formadas depois das eleições, o que permitiria a aliança.

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