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06/04/2010 - 14h25

Novo plano de defesa dos EUA restringe uso de armas nucleares

Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira uma nova estratégia de defesa que restringe o uso de seu arsenal nuclear e coloca como prioridade a prevenção da proliferação e do que chamam de "terrorismo nuclear".

"A Revisão da Postura Nuclear que estamos divulgando hoje representa um marco na transformação de nossas forças nucleares e na maneira como abordamos as questões nucleares", afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

"Estamos recalibrando nossas prioridades para prevenir a proliferação nuclear e o terrorismo nuclear", disse Clinton, ao anunciar o plano ao lado do secretário de Defesa, Robert Gates.

O novo plano reduz as situações em que os Estados Unidos poderão usar suas armas nucleares a "circunstâncias extremas".

"Os Estados Unidos desejam salientar que somente irão considerar o uso de armas nucleares em circunstâncias extremas, para defender os interesses vitais dos Estados Unidos ou de seus aliados e parceiros", diz o relatório de 72 páginas divulgado pelo Departamento de Defesa.

De acordo com a nova estratégia, os Estados Unidos não usariam seu arsenal nuclear em resposta a ataques com armas convencionais, químicas ou biológicas.

O plano também descarta o uso de armas nucleares contra países que não têm arsenal nuclear ou que são signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Irã e Coreia do Norte As novas determinações, porém, não se aplicam a países que "violarem as regras".

Coreia do Norte e Irã, que sofrem pressão dos Estados Unidos e de outros países para interromper seus programas nucleares, são citados.

"A postura (do Irã e da Coreia do Norte) continuamente desafiadora das normas e acordos internacionais vai levar somente ao seu maior isolamento e ao aumento da pressão internacional", diz o documento.

Os Estados Unidos e outros países pressionam o Irã a interromper seu programa nuclear por temer que o país planeje desenvolver armas secretamente. O Irã nega as alegações e afirma que seu programa tem fins pacíficos.

O relatório cita ainda preocupações com a "falta de transparência" da China em relação a seu programa nuclear.

Pacto com a Rússia O anúncio da estratégia de defesa ocorre às vésperas da assinatura de um novo pacto entre Estados Unidos e Rússia para a redução de armas nucleares.

Nesta quinta-feira, em Praga, os presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev assinam o acordo, que foi finalizado no mês passado e prevê a redução dos arsenais nucleares dos dois países.

O novo pacto com a Rússia substitui o Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start, na sigla em inglês), de 1991, que expirou em dezembro, e determina que os dois países reduzam seus arsenais em cerca de 30%, para 1.150 ogivas nucleares cada.

A questão nuclear também será o tema de uma cúpula realizada em Washington na próxima semana, com a presença de diversos líderes, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No encontro, a pressão por novas sanções das Nações Unidas contra o Irã deverá ser debatida em reuniões bilaterais.

O presidente chinês, Hu Jintao, confirmou presença em Washington.

A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e até o momento tem sido contrária à imposição de novas sanções. No entanto, recentemente o governo chinês sinalizou que estaria disposto a discutir o assunto.

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