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08/04/2010 - 20h57

Chávez chama EUA de 'estúpidos' por criticarem compras de armas

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, classificou os norte-americanos de "estúpidos" nesta quinta-feira, após uma autoridade dos Estados Unidos ter expressado preocupação sobre as recentes aquisições de armas feitas pelo governo venezuelano. "Estão preocupados nos Estados Unidos porque a Venezuela está comprando não sei quantas armas e está se armando para agredir não sei quem. Não sejam estúpidos, ianques!", disse Chávez em cerimônia de recebimento da primeira de oito embarcações militares adquiridas da Espanha. "O que resta para lhes dizer é isso. Ou será que acham que nós somos estúpidos?", acrescentou. Na véspera, o subsecretário norte-americano de Estado para a América Latina, Arturo Valenzuela, insinuou, em visita à Colômbia, que estaria preocupado com as aquisições venezuelanas e com uma suposta corrida armamentista na região. Chávez disse que os EUA "não têm moral para questionar o reaparelhamento militar de seu país". "Quem nos acusa de armamentismo? Se somamos o gasto militar de todos os países do mundo ainda ficaria abaixo do gasto militar dos Estados Unidos e eles vêm com que moral dizer que estão preocupados porque a Venezuela está se equipando?", disse. O presidente venezuelano afirmou ainda que seu governo continuará equipando seu sistema de defesa até deixá-lo em um "nível operacional". Acordo A reação dos EUA, seguida dos governos da Colômbia e Peru, ocorre depois do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ter afirmado, na última segunda-feira, que a Rússia teria vendido mais de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8,8 bi) em armas para a Venezuela. Durante o encontro entre Chávez e Putin, na semana passada, no entanto, não foi anunciado nenhuma nova aquisição militar equivalente a este total. Desde o ano passado, o governo venezuelano conta com uma linha de crédito de US$2,2 bilhões junto ao governo russo para compras militares. A Rússia passou a ser o maior fornecedor de armamentos para a Venezuela quando os Estados Unidos impuseram um bloqueio proibindo a venda de armas ao país, impedindo, inclusive, a venda de 24 aviões Supertucanos da Embraer para as Forças Armadas venezuelanas. Desde 2004, a Venezuela investiu mais de US$ 4 bilhões na compra de armamentos russos. A aliança, considerada estratégica pelo governo de Caracas, permitiu a compra de 24 aviões de combate Sukhoi-30, 53 helicópteros de transporte e ataque e 100 mil fuzis de assalto. A defasagem dos equipamentos de defesa e o medo de uma agressão externa são os argumentos do governo da Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, para aumentar seus gastos militares. O governo dos EUA já haviam criticado o os contratos de defesa firmados entre a Rússia e a Venezuela. Após o anúncio de Putin, na segunda-feira, o porta-voz da Casa Branca, Philip Crowley, afirmou que o governo estava com "dificuldades para entender que necessidades de legítima defesa a Venezuela tem para ter esses equipamentos".

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