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09/04/2010 - 22h55

Cuba não quer normalizar relações, diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou, nesta sexta-feira, que os líderes cubanos Raúl Castro, e seu irmão, Fidel, não querem normalizar as relações entre o país e os Estados Unidos. "Eu penso, pessoalmente, que os Castro não querem o fim do embargo e não querem ver a normalização (das relações) com os Estados Unidos porque eles perderiam todas as desculpas por tudo o que não aconteceu em Cuba nos últimos 50 anos", disse Hillary. Segundo ela, "muitos, no mundo, veem agora aquilo que nós já tínhamos visto há muito tempo: um regime muito intransigente, entrincheirado, que sufocou as possibilidades dos cubanos". Os Estados Unidos insistem que Cuba mostre algum tipo de progresso nas questões do respeito aos direitos humanos e democracia antes de suspender o embargo comercial que já dura 50 anos. Relações bilaterais Em fevereiro, autoridades americanas e cubanas iniciaram, em Havana, negociações diretas a respeito de questões ligadas à imigração entre os dois países. Cuba e Estados Unidos costumavam se reunir duas vezes por ano para negociações a respeito de imigração, que visavam evitar o êxodo em massa de cubanos em direção à Miami, na Flórida, em pequenas embarcações improvisadas. Mas, estas negociações foram paralisadas durante o governo de George W. Bush, que cancelou todos os contatos com Cuba. As relações melhoraram no início do governo de Barack Obama, com a retomada das negociações diretas em áreas de interesse mútuo. Obama também suspendeu todas as restrições de visitas de cubanos americanos à Cuba e também ao envio de dinheiro para familiares destes cubanos americanos que ainda moram na ilha.

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