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10/04/2010 - 10h33

Para Arthur Virgílio, 'tempo de Serra começa agora'

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), diz que o ex-governador de São Paulo, José Serra, está bem posicionado nas pesquisas e que "seu tempo começa agora".

Em entrevista à BBC Brasil, o senador faz uma análise positiva do desempenho de seu colega de partido nas pesquisas de opinião para a presidência. "Isso tudo sem se mexer", diz Virgílio.

O senador refere-se ao fato de ex-governador ter adiado, ao máximo, falar abertamente sobre sua intenção em disputar as eleições deste ano.

O PSDB preparou um evento para este sábado, em Brasília, com o objetivo de lançar o ex-governador como nome do partido à sucessão presidencial.

Popularidade

A formalização da candidatura tucana, no entanto, precisa passar pelo crivo da convenção partidária, que deve ocorrer em junho – quando também o nome do vice será oficializado.

Para Virgílio, a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente em torno de 75%, não se reflete em votos para sua candidata, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.

Sua avaliação – segundo ele, baseada em pesquisas internas do partido – é que o presidente Lula poderia vencer Serra por cerca de 55% a 45%, se ambos estivessem no pleito deste ano.

"Mas isso é com o Lula. E ela (Dilma) não é o Lula. Então ela não deverá chegar perto de 50%", diz o senador.

"Nosso candidato venceu sistematicamente todas as pesquisas desde 2007. E isso sem manifestar", acrescentou.

Ainda de acordo com o senador tucano, “o tempo dele (Serra) começa agora, enquanto o dela (Dilma) está se esvaindo”.

Comparações

Arthur Virgílio diz que as comparações entre Dilma Roussef e José Serra vão mostrar "uma diferença e tanto do ponto de vista da confiabilidade" dos candidatos.

"Como a gente pode acreditar em algum projeto capitaneado pela ex-ministra Dilma, que nunca foi candidata a síndica de um prédio, contra um homem que já foi governador, prefeito, senador, deputado e ministro duas vezes?", diz.

O senador diz que uma das prioridades de um governo chefiado por seu partido será a "retomada das reformas".

"Sou favorável a que o presidente Serra, em 1º de janeiro de 2011, envie ao Congresso todo o leque de reformas que tem para fazer, de uma vez", diz.

Para ele, o ideal é que, durante a campanha, se discutam não apenas os projetos de governo, mas a "capacidade gerencial para executá-los".

"Política é carreira, não é invenção. Tem que ser pessoa com qualificação curricular, capacidade de não se exasperar diante da crítica”, avalia.

Virgílio diz ainda que Serra está "à esquerda" dentro do PSDB, mas que o objetivo do partido "não é ser de esquerda, mas sim reformista".

Sua opinião é de que Serra, se oficializado como candidato do partido, deve comparecer a todos os debates de primeiro turno, "mesmo estando à frente nas pesquisas".

"Não tem essa história de que ‘porque estou na frente, não vou’. Isso é mediocridade", diz.
 

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