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12/04/2010 - 23h17

Irã pede à ONU inquérito sobre guerras no Afeganistão e Iraque

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) a abertura de um inquérito sobre os objetivos das ações militares ocidentais no Iraque e no Afeganistão. Segundo a assessoria do secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, o pedido teria sido feito em uma carta assinada pelo líder iraniano. Ban estaria analisando a carta, mas não fez comentários sobre o conteúdo. Ahmadinejad pediu que a ONU crie uma equipe para investigar as intenções e resultados das ações militares. De acordo com ele, até agora, as invasões apenas vitimizaram a população das regiões. O líder iraniano afirmou ainda que os métodos dos Estados Unidos e da aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de combate ao terrorismo teriam "fracassado". Tensão Ainda não se sabe o que teria impulsionado Ahmadinejad a enviar a carta, mas o pedido de investigação é feito em meio ao aumento da tensão sobre o programa nuclear do Irã. Alguns países ocidentais temem que o país desenvolva armas atômicas, mas o governo iraniano insiste que o programa tem fins pacíficos. Os EUA são a favor da ampliação das sanções contra o Irã e pretendem discutir a questão durante uma cúpula sobre segurança nuclear nesta semana em Washington. O Irã e a Coreia do Norte não foram convidados. Nesta segunda-feira, o embaixador do Irã na ONU, Mohammad Khazaee, classificou a nova estratégia de defesa nuclear, anunciada no último dia 6 pelos EUA, como "terrorismo de Estado". O presidente Barack Obama deixou claro, na semana passada, que tanto o Irã como a Coreia do Norte estavam de fora dos novos limites do uso de armas nucleares pelos EUA. De acordo com a nova estratégia, os Estados Unidos não usariam seu arsenal nuclear em resposta a ataques com armas convencionais, químicas ou biológicas. O plano também descarta o uso de armas nucleares contra países que não têm arsenal nuclear ou que são signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. As novas determinações, porém, não se aplicam a países que "violarem as regras". Coreia do Norte e Irã, que sofrem pressão dos Estados Unidos e de outros países para interromper seus programas nucleares, são citados. "A postura (do Irã e da Coreia do Norte) continuamente desafiadora das normas e acordos internacionais vai levar somente ao seu maior isolamento e ao aumento da pressão internacional", diz o documento. Autoridades iranianas reagiram com firmeza ao que classificaram como uma "ameaça de ataque nuclear". Ainda nesta segunda-feira, Ahmadinejad, disse que a Cúpula organizada pelo governo americano em Washington é "humilhante" para a humanidade. "Cúpulas mundiais organizadas nestes dias têm o objetivo de humilhar os seres humanos", disse Ahmadinejad a delegados em um evento da indústria do turismo na capital iraniana, Teerã, de acordo com a agência de notícias iraniana Irna. Mais de 50 países estarão representados no encontro em Washington, incluindo Israel, Índia e Paquistão, que não são signatários do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

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