UOL Notícias Notícias
 

13/04/2010 - 23h00

Rússia diz que Quirguistão está à beira de guerra civil

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou, nesta terça-feira, em Washington, que o Quirguistão está à beira de uma guerra civil. Segundo ele, o país corre o perigo de se tornar "um segundo Afeganistão" depois da deposição do presidente, Kurmanbek Bakiyev, na última semana. "Nós entendemos o que uma guerra civil nas condições atuais significa. E se começar, esse nicho será atraente para terroristas e extremistas de todo o tipo porque é o tipo de lugar mais favorável para que radicais sejam criados. E podemos ter, no lugar do Quirguistão, o tipo de Afeganistão que existia há algum tempo - um segundo Afeganistão", disse. Medvedev pediu ainda a renúncia imediata do presidente quirguiz e disse que a tarefa russa é "encontrar o caminho de saída mais calmo" para a crise no país. Renúncia Mais cedo, o presidente Bakiyev disse que está disposto a renunciar se o governo interino garantir a sua segurança e a de sua família e der fim ao derramamento de sangue no país. As condições foram colocadas em declarações que ele deu em uma coletiva na cidade de Jalalabad, no oeste do país centro-asiático, onde permanece desde que foi afastado do poder em violentos protestos na semana passada. Ainda nesta terça-feira, líderes do governo interino retiraram a imunidade presidencial de Bakiyev e disseram que iriam prendê-lo se ele se recusasse a renunciar. Em declarações anteriores, Bakiyev havia insistido que continuava a ser o líder legítimo do Quirguistão. Eleições Na coletiva, ele disse também que o governo interino tem que "começar a preparar uma eleição presidencial para ser realizada dentro de dois ou três meses". Bakiyev afirmou ainda que está disposto a conversar com a líder interina, Roza Otunbayeva, se ela for até o sul do país para encontrá-lo. Segundo ele, não segurança para ele viajar até a capital, Bishkek. Entretanto, um representante do governo interino disse, de acordo com a agência de notícias russa Interfax, que Otunbayeva não tem a intenção de realizar negociações diretas com Bakiyev. "Nossa posição é simples - reconhecer a renúncia e nada mais, e que ele (Bakiyev) permaneça sendo o presidente de seu próprio quintal", disse Edil Baysalov, chefe de gabinete interino. Bakiyev também voltou a pedir uma investigação internacional sobre os violentos protestos que ocorreram na última quarta-feira e que resultaram na morte de mais de 80 pessoas. As manifestações em várias cidades foram o ápice de semanas de descontentamento público gerado pela inflação e por acusações de corrupção no governo do Quirguistão.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,40
    3,181
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    2,01
    70.011,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host