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19/04/2010 - 13h47

Europa começa a retomar voos e abrir espaço aéreo

A Grã-Bretanha, a Bélgica, a França e a Alemanha anunciaram, na tarde desta segunda-feira, a reabertura parcial de seus espaços aéreos, cinco dias depois do início da crise provocada por uma nuvem de cinzas vulcânicas originada na Islândia.

O órgão que controla o tráfego aéreo britânico confirmou que o espaço aéreo da Irlanda do Norte, da Escócia e do norte da Inglaterra reabrirá às 7h da terça-feira (hora local, 3h da terça-feira em Brasília).

A Bélgica anunciou que permitirá alguns pousos a partir das 8h da terça-feira (3h em Brasília) e decolagens a partir das 14h (9h em Brasília).

Na Alemanha, a autoridade de aviação civil autorizou a companhia aérea Lufthansa a operar 50 voos rumo ao país na noite desta segunda-feira. Em seu site, a empresa anunciou que dará prioridade a voos vindo da Ásia, da África e das Américas, que deverão levar um total de 15 mil passageiros a Frankfurt, Dusseldorf e Munique.

A França reabriu aeroportos no sul do país e anunciou que, a partir das 8h da terça-feira (3h em Brasília) abrirá "corredores aéreos" para Paris, permitindo o pouso de aviões vindos de outros continentes.

A companhia Air France avisou, em seu site, que passageiros com bilhete para voar para São Paulo na noite desta segunda-feira seriam levados de Paris a Toulouse, de onde seguiriam para o Brasil.

Erupções diminuindo Ainda nesta segunda-feira, geólogos que monitoram as atividades do vulcão da geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia, disseram que as erupções explosivas que estão produzindo a enorme nuvem de cinzas podem estar diminuindo.

Em entrevista à BBC, David Rothery, do Departamento de Ciências Ambientais e da Terra da Open University, disse que as observações recentes indicam que não há mais uma coluna de cinzas saindo do vulcão, apesar de ele ainda estar em erupção.

Mas o geólogo lembra que mesmo que não haja novas cinzas sendo lançadas na atmosfera, ainda deve demorar alguns dias para elas se dispersarem.

Diante da persistência da crise que já afeta mais de 6,8 milhões de passageiros, com de 63 mil voos cancelados e perdas estimadas em torno de US$ 200 milhões (R$ 350 milhões) por dia, companhias aéreas e governos começaram a pressionar autoridades de aviação civil para que revissem suas restrições, e passaram a pensar em alternativas para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou o envio de três navios da Marinha para buscar passageiros britânicos que estão na Espanha e não conseguem voltar para casa.

Ministros dos transportes da União Europeia seguem reunidos por videoconferência para discutir o impacto da crise no setor em todo o continente, e tentar encontrar maneiras de ajudar os passageiros que não conseguem embarcar em aviões.

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