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22/04/2010 - 17h31

Explosões e três mortes agravam crise política na Tailândia

Três pessoas morreram nesta quinta-feira em uma série de explosões na capital tailandesa, Bangcoc, agravando a crise política que vive o país.

Pelo menos cinco granadas foram detonadas perto de onde soldados armados se concentram para conter os manifestantes oposicionistas da UDD (Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, na sigla em tailandês), apelidados de "camisas vermelhas".

O governo afirma que os oposicionistas lançaram as granadas, mas os "camisas vermelhas" negaram a acusação.

Outro grupo de manifestantes rivais esteve na área pouco antes. Cerca de dez mil soldados estão de prontidão no centro da cidade para evitar que os manifestantes invadam prédios e escritórios no distrito financeiro.

Tropas da ONU Os ataques ocorrem em meio a boatos de que o Exército está preparando-se para remover os oposicionistas à força.

A última vez que isso ocorreu, no início do mês, 25 pessoas foram mortas em choques na cidade.

"Precisamos utilizar armas para lidar com eles de forma decisiva, o governo agirá com decisão, mas o começo da operação poderá ser um caos", disse à imprensa, na terça-feira, o coronel Sansern Kaewkamnerd.

Também na quinta-feira, os "camisas vermelhas" pediram às Nações Unidas que enviem tropas de paz a Bangcoc para impedir que novos confrontos entre manifestantes e governo resultem em mais mortes.

Os manifestantes estão acampados há seis semanas na capital e exigem que o governo dissolva o Parlamento e convoque eleições diretas, pois afirmam que a eleição do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, por voto parlamentar, não foi legal.

Negociação Apesar da crescente tensão, o governo diz que ainda tenta negociar uma saída pacífica para a situação.

Mas após o fracasso de duas rodadas de negociações, os líderes da UDD argumentam que não há clima para sentar à mesa.

O grupo contrário aos "camisas vermelhas", a Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês), também conhecido como "camisas amarelas", deu um ultimato ao governo exigindo que os manifestantes da UDD sejam retirados da capital até o próximo domingo.

Caso contrário, os militantes do PAD prometeram sair às ruas para protestar também.

Queda de braço A queda de braço entre "vermelhos" e "amarelos" se prolonga desde 2006, quando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra foi deposto por um golpe de estado.

Thaksin Shinawatra era apoiado pela UDD, mas caiu sob a acusação de corrupção e conflito de interesses.

Em 2008, quando aliados dele retornaram ao poder, manifestantes "amarelos" foram às ruas.

O embate ocorrido na época resultou no fechamento do aeroporto internacional de Bancoc e muito prejuízo para a indústria do turismo na Tailândia.

Em março último, Thaksin Shinawatra foi condenado à revelia por corrupção e conflito de interesses. O governo apreendeu US$ 1,4 bilhões de sua fortuna, estimada em US$2,3 bilhões.

Atualmente, Thaksin Shinawatra vive exilado em Dubai.

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