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25/04/2010 - 18h48

Grã-Bretanha pede desculpas por documento com 'piadas' sobre papa

O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha pediu desculpas neste domingo pela divulgação do conteúdo de um documento que sugere que a visita do papa Bento 16 ao país deveria ser marcada pelo lançamento de uma linha de preservativos com o nome do pontífice.

Intitulado "A visita ideal...", o documento ainda afirma que o papa poderia ser convidado para inaugurar uma clínica de abortos e a abençoar um casamento homossexual durante sua visita à Grã-Bretanha, marcada para setembro.

No pedido de desculpas, a chancelaria britânica afirma que o documento é o resultado de um 'brainstorm' feito para preparar a visita, e não reflete a opinião do governo.

Ainda segundo o ministério, o funcionário responsável pelo documento era um jovem e foi transferido de função.

De acordo com o correspondente da BBC em Roma, David Willey, um porta-voz do Vaticano teria afirmado que a divulgação do documento não afetará os planos da visita do papa.

"A reação imediata do Vaticano parece ter sido a de aceitar as desculpas e tentar superar o que foi claramente uma embaraçosa gafe diplomática", diz.

Desculpas Os detalhes sobre o memorando foram revelados pelo jornal Sunday Telegraph.

Após a divulgação do documento, o embaixador britânico no Vaticano, Francis Campbell, se encontrou com autoridades da Santa Sé para pedir desculpas.

Além disso, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, teria afirmado ter ficado "chocado" com o incidente.

Um porta-voz do ministério também afirmou que o órgão "sente muito" por qualquer ofensa que o documento possa ter causado.

'Piada' O texto em questão faz parte de uma série de três documentos com data de 5 de março de 2010 enviados a autoridades britânicas para a discussão de detalhes da visita papal.

Uma fonte ouvida pela BBC afirma que o responsável pelo documento teria convidado outros jovens funcionários para um debate "criativo sobre como fazer a visita um sucesso", mas que a discussão teria se transformado "em uma piada que foi muito longe".

Entre outros assuntos, o documento sugere que o papa poderia lidar com as acusações de pedofilia na Igreja demitindo bispos e lançando uma linha de atendimento a crianças que sofreram abusos.

O texto ainda diz que o papa poderia se apresentar cantando junto com a rainha Elizabeth 2ª em um evento de caridade.

Em uma nota na capa do memorando, o funcionário responsável por sua distribuição escreveu que ele "não deveria ser divulgado externamente" e que o texto é fruto de um 'brainstorm' que levou em conta "até as ideias mais absurdas".

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