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26/04/2010 - 23h12

EUA extraditam ex-líder do Panamá Manuel Noriega para a França

O ex-líder do Panamá Manuel Noriega foi extraditado dos Estados Unidos para a França nesta segunda-feira depois de cumprir uma pena de 17 anos por tráfico de drogas.

A autorizacão para a extradição foi assinada pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

O ex-militar deve chegar na manhã de terça-feira em Paris, onde deve ser julgado por lavagem de dinheiro. Ele é acusado de comprar imóveis na capital francesa com dinheiro procedente do tráfico.

Noriega foi detido após a invasão americana ao Panamá em 1989. Ele foi julgado um ano depois e condenado a 30 anos de prisão, reduzidos para 17 por bom comportamento. A França condenou o ex-líder sem a presença dele em 1999 por usar bancos franceses no processo e pediu a extradição de Noriega em 2007.

A Justiça francesa já garantiu que ele poderá ter um novo julgamento.

Aviso O porta-voz do ministro francês da Justiça, Guillaume Didier, disse que o país foi notificado da extradição há duas semanas. Ele confirmou que o ex-líder do Panamá já estava a caminho de Paris.

Já o advogado de Noriega, Frank Rubino, afirmou que não foi avisado da extradição.

"O Departamento de Estado não teve a cortesia de me chamar para dizer que em primeiro lugar haviam firmado a ordem de extradição ou para me dizer para onde iriam mandá-lo", disse Rubino em entrevista à BBC Mundo.

O advogado disse que ficou sabendo da extradição pela imprensa.

"Não há nada que se possa fazer por ele aqui nos EUA. A Suprema Corte já havia afirmado que não bloquearia a extradição", disse Rubino.

Em janeiro, a Suprema Corte dos Estados Undiso rejeitou o recurso de Noriega, e determinou a extradição à França pela acusação de lavagem de dinheiro.

Noriega tem mais de 70 anos e liderou o Panamá do meio até o final dos anos 80. Ele já foi um dos principais aliados de Washington na América Latina e tinha laços estreitos com os então presidentes americanos Ronald Reagan e George Bush (pai do ex-presidente George W. Bush).

Aliado O líder militar panamenho era visto pelo governo americano como um aliado na luta contra o comunismo e o tráfico de drogas na região.

No entanto, em 1988, um tribunal na Flórida acusou Noriega de ajudar traficantes de drogas colombianos a enviar toneladas de cocaína para os Estados Unidos.

A Casa Branca, então, acrescentou àquela acusação outras duas, de fraude eleitoral e violação dos direitos humanos.

Os Estados Unidos acabaram invadindo o Panamá em 1989, em um conflito que matou, segundo algumas estimativas, cerca de 4 mil civis panamenhos.

Manuel Noriega foi transformado em prisioneiro de guerra durante a invasão e levado para os Estados Unidos, para julgamento.

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