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06/05/2010 - 13h37

Paquistanês que atacou Mumbai em 2008 é condenado à morte

O paquistanês Mohammad Ajmal Amir Qasab, único sobrevivente do grupo que realizou uma série de ataques na cidade de Mumbai, na Índia, em novembro de 2008, foi sentenciado à pena de morte nesta quinta-feira. Em um tribunal indiano na última segunda-feira, Qasab, de 22 anos, já havia sido considerado culpado de assassinato, posse de explosivos e de travar uma guerra contra a Índia. Os ataques deixaram 174 mortos, incluindo nove atiradores, e pioraram as relações diplomáticas entre Índia e Paquistão. Ao ler a sentença, o juiz afirmou que não há possibilidade de reabilitação para Qasab, mas que ele tem direito de entrar com um recurso. "Ele deve ser enforcado", disse o juiz, acrescentando que Qasab tinha perdido o direito a um "tratamento humano". Execuções raras De acordo com a repórter da BBC Prachi Pinglay, que estava dentro da sala do julgamento, quando perguntado se queria fazer alguma declaração depois da leitura da sentença, Qasab apenas moveu a cabeça em sinal negativo. Ele também limpou o rosto e falou com um policial. Na Índia, a pena de morte é executada por enforcamento, mas é raramente usada, e a maioria das sentenças é transformada em prisão perpétua. Apenas uma pessoa foi executada no país desde 1995. De acordo com o repórter da BBC em Nova Déli Soutik Biswas, se Qasab decidir entrar com recurso, o processo poderá levar anos. A Índia culpa o grupo militante Lashkar-e-Taiba, que teria vínculos com a organização Al-Qaeda, pelos atentados de 26 de novembro de 2008. Os ataques foram lançados simultaneamente contra vários locais de Mumbai, incluindo dois hotéis de luxo, a principal estação de trem, um hospital, um centro judaico e um restaurante frequentado por estrangeiros. Em alguns locais, os confrontos entre atiradores e a polícia se prolongaram durante três dias. O Paquistão acabou reconhecendo que os atentados haviam sido planejados, em parte, em seu território, e que Qasab era de fato cidadão paquistanês. Dois indianos - Fahim Ansari e Sabahuddin Ahmed - que foram acusados de ajudar os atiradores a planejar os ataques foram inocentados pelo juiz. O julgamento, realizado na cadeia em que Qasab está preso, foi cercado de forte esquema de segurança. Imagens de câmeras de circuito fechado usadas como prova durante o julgamento mostraram Qasab e um cúmplice abrindo fogo contra passageiros em uma das estações de trem mais movimentadas da cidade. Dezenas morreram. Inicialmente, Qasab negou as acusações, mas em julho do ano passado admitiu sua participação nos atentados e pediu para ser enforcado. Mais tarde, retirou a declaração, dizendo que tinha sido torturado pela polícia e forçado a fazê-la.

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