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07/05/2010 - 09h44

Políticos britânicos envolvidos em escândalos não se reelegem

Alguns dos políticos britânicos envolvidos no escândalo de reembolso de despesas de gabinete não conseguiram se reeleger nas eleições realizadas nesta quinta-feira.

Grande parte dos políticos envolvidos nos escândalos sequer concorreu ao cargo. Dos 650 parlamentares da Casa dos Comuns, 149 anunciaram que não concorreriam à reeleição, muitos deles envolvidos nos escândalos de reembolso.

Entre os que buscaram a reeleição, a parlamentar trabalhista Jacqui Smith, que foi a primeira mulher a se tornar ministra do Interior na Grã-Bretanha, perdeu a vaga que tinha no Legislativo para a candidata conservadora Karen Lumley no distrito de Redditch.

Jacqui Smith representava o distrito no Parlamento desde 1997. No ano passado, ela pediu reembolso por gastos com filmes pornográficos comprados pelo seu marido. Ela também declarou a casa da sua irmã em Londres como sua residência oficial, usando dinheiro público para pagar o aluguel, apesar de não morar lá.

Partidos derrotados No distrito de Wells, a liberal-democrata Tessa Munt derrotou o parlamentar conservador David Heathcoat-Amory, que estava no cargo desde 1983.

No escândalo de reembolsos, Heathcoat-Amory teve de devolver 30 mil libras (mais de R$ 80 mil) aos cofres públicos.

"O escândalo de reembolsos prejudicou todos os que estavam no cargo, e talvez a mim, em particular. Eu tive de enfrentar uma campanha negativa, mas é assim que a política funciona", disse Heathcoat-Amory, em seu discurso após a derrota nas urnas.

O parlamentar trabalhista Charles Clarke, que também já foi ministro do Interior, perdeu sua vaga na Câmara dos Comuns para o liberal-democrata Simon Wright em Norwich South. No ano passado, uma investigação determinou que Clarke deveria devolver 750 libras (cerca de R$ 2 mil), usadas indevidamente para pagar sua hipoteca.

"Eu serei aberto e franco sobre os meus gastos", disse o liberal-democrata Simon Wright em seu discurso de vitória nesta sexta-feira.

Em alguns distritos em que parlamentares envolvidos nos escândalos não concorreram, quem sofreu derrota foram os seus partidos.

Os trabalhistas perderam a eleição no distrito de Burnley, onde eram representados pela ex-ministra Kitty Ussher. No ano passado, foi revelado que Ussher pediu reembolso de 20 mil libras (cerca de R$ 54 mil) com gastos para obras na sua casa.

Nesta sexta-feira, o candidato trabalhista que tentava substituir Ussher perdeu para um liberal-democrata.

Mas nem todos os afetados pelo escândalo dos reembolsos perderam suas vagas no Parlamento.

A trabalhista Hazel Blears, que no ano passado foi acusada de usar quase 5 mil libras (R$ 13 mil) do dinheiro público para comprar móveis para sua casa, conseguiu se reeleger para a Casa dos Comuns pelo distrito de Salford.

Em Luton South, o candidato trabalhista Gavin Shuker, de 28 anos, conseguiu se eleger, mesmo após a atual parlamentar do partido no distrito, Margaret Moran, ter se envolvido no escândalo dos reembolsos por gastar 22 mil libras (quase R$ 60 mil) indevidamente na compra de um terreno.

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