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11/05/2010 - 04h51

Portugal espera 200 mil em primeira missa de visita do Papa

O papa Bento 16 inicia nesta terça-feira uma visita de quatro dias a Portugal, com uma missa em Lisboa na qual são esperadas 200 mil pessoas.

A expectativa é de que multidões venham acompanhar a vista do pontífice, que vai até sexta-feira, no país em que mais de 90% da população são católicos.

Além da missa em Lisboa, estão sendo esperadas 300 mil pessoas para uma celebração em Fátima no dia dedicado à Nossa Senhora - 13 de Maio, quinta-feira.

Na sexta, a celebração será no centro do Porto, onde o número não deverá ser inferior a 150 mil pessoas.

A viagem papal tem como pano de fundo uma série de decisões tomadas nos últimos anos pelo governo português em contrariedade à doutrina católica.

Há dois anos, Portugal aprovou uma legislação para facilitar o divórcio.

Em 2007, um referendo descriminalizou o aborto até dez semanas de gravidez.

Neste momento, uma lei que permite o casamento homossexual necessita apenas a assinatura do Presidente da República para entrar em vigor.

Estandartes Referências à viagem do papa estão presentes em todos os lados da capital portuguesa. Em todos os postes da Avenida da Liberdade estão estandartes de boas vindas.

O caminho que o pontífice percorrerá está pontuado de outdoors com a imagem dele acenando e sorrindo. Os jornais estão distribuindo decorações tendo como motivo o símbolo da viagem papal para serem exibidas pelos fiéis em suas janelas.

O governo decretou ponto facultativo para os funcionários públicos de Lisboa nesta terça-feira, uma medida que foi criticada por economistas que a consideram uma mensagem errada e contraproducente na atual situação de crise, com o país sob um ataque especulativo.

No entanto, o giro papal é considerado um impulso para o país sair da crise. Estima-se que sejam vendidas um milhão de camisetas oficiais da visita, além de medalhas, souvenirs e outros objetos. A previsão é que no total serão injetados 10 milhões de euros na economia.

Tête-à-tête Nem todos concordam com os eventos de larga escala que devem marcar a visita de Bento 16 por Portugal.

Para o padre Vítor Melícias, grandes aglomerações, por exemplo, podem ser contraproducentes.

"Elas não favorecem o conteúdo da comunicação, não permitem a especificidade da mensagem", afirma.

Em vez delas, o padre indica como positivos os encontros que Bento 16 vai ter com grupos específicos durante os próximos dias.

Haverá um encontro com pessoas da área da cultura - com a presença do diretor de cinema Manoel de Oliveira -, outro com organizações da Pastoral Social e outro com os bispos de Portugal.

"Ele vai falar para grupos humanos com interesses específicos. Isso dá a possibilidade de um discurso direto para cada um desses públicos, em função dos interesses específicos deles, o que não aconteceria se fosse apenas um discurso generalista", argumenta Melícias.

O papa também se encontrará com líderes de outras comunidades religiosas em Portugal - judeus, muçulmanos, protestantes e ortodoxos.

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