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12/05/2010 - 14h54

EUA apoiam plano para ter Talebã no governo afegão, diz Obama

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que os Estados Unidos apoiam a iniciativa do governo do Afeganistão de "abrir as portas a integrantes do Talebã que renunciem à violência e cortem relações com a rede extremista Al-Qaeda".

A declaração foi feita após um encontro de Obama com o presidente afegão, Hamid Karzai, em Washington.

Karzai disse pretender atrair integrantes do Talebã a sair da militância com a promessa de empregos e dinheiro.

Às vésperas de uma grande ofensiva contra o Talebã em seu reduto na região da cidade afegã de Candahar (sul do país), Obama disse que os militares americanos estão "fazendo um progresso constante".

Segundo ele, as forças lideradas pelos americanos no país estão começando "a reverter o impulso do Talebã".

Civis Obama afirmou que os Estados Unidos são "responsáveis" por eventuais mortes de civis afegãos em suas operações e que vêm tomando "medidas extraordinárias" para evitá-las.

"Afinal, é o povo afegão que lutamos para proteger do Talebã", disse ele, afirmando ainda que a insurgência mata mais civis do que as forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Karzai e Obama disseram que os rumores de tensão entre os dois países são exagerados.

"Existem momentos em que conversamos com franqueza, e essa franqueza apenas contribui para fortalecer nossa relação", disse Karzai, ressaltando que "vão ocorrer tensões em uma situação em que tanto americanos como afegãos vêm fazendo sacrifícios enormes".

Em relação ao Paquistão, o presidente americano afirmou também que está percebendo entre líderes do país uma consciência cada vez maior de que grupos extremistas são um "câncer" que ameaça a soberania paquistanesa.

Obama disse reconhecer que levará tempo até que o Paquistão controle suas fronteiras com o Afeganistão, mas que o governo paquistanês entende que a segurança do país, a afegã e a americana estão interligadas.

O americano reiterou o compromisso dos Estados Unidos de tornar o Afeganistão em um país "estável e próspero".

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