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12/05/2010 - 16h35

Para Hillary Clinton, carga tributária contribui para progresso do Brasil

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que "não é por acaso que o Brasil está crescendo" e citou a carga tributária como um dos fatores que contribui para os recentes progressos do país.

Em discurso na 40ª Conferência das Américas, em Washington, Hillary disse que em muitos outros países da região a relação entre a arrecadação de impostos e o PIB (Produto Interno Bruto) está entre as mais baixas do mundo, o que é "insustentável".

"Tenho conversado com meus colegas no continente e com chefes de Estado e de governo sobre a necessidade de aumentar a arrecadação dos governos. E isso é apenas outra maneira de dizer impostos", afirmou a secretária, diante de ministros e diplomatas dos países latino-americanos, dos Estados Unidos e do Canadá.

"Se olharmos para a relação entre arrecadação e PIB no Brasil, é uma das mais altas do mundo. Não é por acaso que o Brasil está crescendo e que está começando a reduzir as desigualdades em sua sociedade. E é uma sociedade grande e complexa. Mas eles estão fazendo progressos", acrescentou.

"É uma política que vem de várias décadas e que tem sido seguida com grande comprometimento e está dando certo", concluiu Hillary.

Críticas As declarações da secretária de Estado contrastam com as críticas comumente feitas à carga tributária no Brasil, que ficou acima de 35% do PIB em 2009 - a maior na América Latina e uma das mais altas do mundo.

Há anos se discute a necessidade de uma reforma fiscal e tributária no país, a fim de reduzir a carga tributária.

O próprio representante brasileiro no encontro em Washington, o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, pareceu surpreso com a declaração da secretária.

"Foi interessante ouvir a secretária Clinton dizer que uma das vantagens do sistema brasileiro é uma taxa de arrecadação muito alta na comparação com outros países", disse Patriota, em seu pronunciamento, após a secretária já ter deixado a reunião.

"Isso não é necessariamente visto como uma vantagem pelo público brasileiro. Muitos no Brasil pensam que devemos simplificar os impostos", afirmou.

Segundo Patriota, esse será um dos desafios a serem enfrentados pelo novo presidente, "quem quer que seja eleito em outubro".

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