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13/05/2010 - 13h58

General é baleado em nova onda de violência na Tailândia

Um general dissidente tailandês que apoia protestos da oposição do país foi baleado nesta quinta-feira, em maio à escalada da violência entre tropas leais ao governo e manifestantes na capital, Bangcoc.

Tiros foram ouvidos na cidade e há relatos de outros feridos. Pelo menos uma grande explosão também foi registrada.

A violência voltou a Bangcoc depois que venceu um prazo dado pelas autoridades para que os soldados cercassem e isolassem um acampamento dos oposicionistas, chamados camisas vermelhas, caso eles não se dispersassem.

O general dissidente Khattiya Sawasdipol, mais conhecido como Seh Daeng (Comandante Vermelho, em tradução livre), estaria em estado grave.

Ele se descreve como o estrategista militar dos camisas vermelhas e é considerado um terrorista pelo governo tailandês.

As circunstâncias em que o militar foi baleado ainda não foram esclarecidas. No entanto, o jornal The New York Times informou que ele foi baleado na cabeça enquanto dava uma entrevista para um de seus jornalistas.

Sawasdipol, que foi suspenso do Exército tailandês, também é visto como membro da ala mais radical dos manifestantes e acusou os líderes dos camisas vermelhas de não serem linha dura o bastante.

Perímetro isolado Também nesta quinta-feira, o governo tailandês estendeu o Estado de Emergência em vigor no país para mais 15 províncias, devido à instabilidade no país. Os militares tailandeses haviam informado que, a partir das 18h locais (8h em Brasília), a área onde está o acampamento dos oposicionistas em Bangcoc será cercada.

As pessoas poderiam deixar o local, mas não poderiam voltar ou entrar no acampamento.

O Exército pediu que lojas e escritórios dentro do perímetro de isolamento também baixassem suas portas até esse horário e estações de metrô fechariam mais cedo.

De acordo com a repórter da BBC em Bangcoc Rachel Harvey, cerca de 200 soldados foram vistos se movendo em direção ao acampamento.

A iluminação pública no acampamento foi desligada, mas os manifestantes continuam tocando músicas no local.

Temores Os manifestantes, uma aliança de ativistas de esquerda, defensores da democracia e seguidores do premiê deposto Thaksin Shinawatra, levantaram barricadas usando pneus e bambus e estão estocando alimentos e geradores. Eles ocupam partes de Bangcoc há mais de dois meses.

Eles acusam o atual governo de ilegítimo por ter chegado ao poder através de uma negociação parlamentar e não através do voto.

Rachel Harvey diz que há temores de que as tensões possam gerar mais enfrentamentos violentos, o que seria surpreendente já que parecia que a situação poderia ser solucionada em breve.

O governo anunciou e depois cancelou uma interrupção no fornecimento de água e energia para a região onde os manifestantes se concentram. Eles ocupam partes da capital desde o dia 14 de março.

O premiê tailandês, Abhisit Vejjajiva, propôs a data de 14 de novembro para o processo eleitoral, mas um acordo foi impossibilitado pelo impasse sobre quem são os responsáveis pela repressão que deixou 19 manifestantes, cinco soldados e um jornalista mortos em abril.

A oposição quer que o vice-premiê, Suthep Thaugsuban, responda pelas consequências da violência do mês passado. O governo rejeita.

Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro disse que decidiu voltar atrás em relação às eleições de novembro "porque os manifestantes se recusaram a se dispersar".

"Ordenei às autoridades de segurança que restaurem a normalidade o mais rápido possível", disse Vejjajiva.

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