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13/05/2010 - 09h49

Gigante de eletrônicos convoca monges após onda de suicídios de empregados

A maior fabricante de equipamentos eletrônicos do mundo, a taiuanesa Foxconn, convocou monges budistas com o objetivo de promover um ritual para afastar a maré de azar da empresa, após o suicídio, no começo deste ano, de seis funcionários de sua fábrica em Shenzhen, no sul da China.

A empresa, que conta com 700 mil funcionários - cerca de 300 mil deles na China -, fabrica vários produtos para multinacionais, como o celular iPhone, da Apple, os consoles de games PlayStation, da Sony, Wii, da Nintendo, e Xbox, da Microsoft, e o leitor eletrônico Kindle, da Amazon.

O último dos seis suicídios entre os funcionários da empresa ocorreu na terça-feira: uma mulher de 24 anos se matou saltando da janela de seu apartamento.

Outros dois funcionários tentaram se matar, sem sucesso, desde o início do ano.

No ano passado, em um caso que ganhou repercussão mundial, um funcionário se suicidou após ser interrogado sobre o sumiço de um protótipo de uma nova versão do iPhone.

Prevenção Em um comunicado divulgado na quarta-feira, a Foxconn disse lamentar os suicídios.

O porta-voz da companhia, Liu Kun, afirmou ao jornal China Daily que a empresa fará "todo o possível para consolar as famílias e prevenir acidentes semelhantes no futuro".

Segundo ele, as próprias famílias sugeriram as cerimônias religiosas com monges budistas para "liberar as almas (dos suicidas) do purgatório".

Os monges deverão ser chamados da região montanhosa de Wutai para orar pelas almas dos suicidas e para abençoar a companhia em um "futuro pacífico".

De acordo com o jornal Nanfang Metropolis Daily, 30 monges importantes foram convidados para ir à sede da empresa nos próximos sete dias.

Indecisão O convite aos monges estaria sendo discutido na direção da empresa desde abril e só foi decidido nesta semana por causa do temor sobre a possível reação negativa da opinião pública.

Segundo o porta-voz da Foxconn, a direção da empresa quer eliminar o "nervosismo" entre os empregados seguindo os costumes tradicionais locais.

Liu afirmou ainda que a companhia estabeleceu um centro de apoio à saúde mental dos funcionários e que fará seminários com altos executivos para ajudar os empregados a "olhar para o lado bom da vida de tempos em tempos".

Apesar da comoção, alguns especialistas afirmam que o número de suicídios na Foxconn não é alto, considerando o volume total de empregados da companhia.

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