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15/05/2010 - 07h11

Manifestantes e Exército entram em choque pelo 3º dia seguido na Tailândia

Soldados do Exército da Tailândia entraram em confronto com manifestantes da oposição neste sábado nas ruas da capital, Bangcoc. Este é o terceiro dia consecutivo de violência na cidade.

Explosões e disparos foram ouvidos enquanto a soldados tentavam retomar o controle da área norte e leste da capital, que foi ocupada por um acampamento dos manifestantes.

Testemunhas afirmam que atiradores mataram várias pessoas durante a madrugada, elevando o número de mortos para 16 desde a quinta-feira.

O Exército tailandês montou barricadas nas ruas e estradas que levam à região para impedir que alimentos cheguem ao local.

'Zona de tiroteio livre' O Exército decretou que a região ocupada é "zona de tiroteio livre", alertando para a população evitar o local. Placas de "Entrada proibida" foram espalhadas nas imediações.

Os manifestantes, conhecidos como "camisas vermelhas", pedem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva. As autoridades se recusam a negociar com os manifestantes.

Os protestos vêm ocorrendo desde março, mas a violência voltou a aumentar na quinta-feira desta semana, quando um general que participava do movimento de oposição foi ferido com um tiro na cabeça.

O general Khattiya Sawasdipol, também conhecido como Seh Daeng (ou Comandante Vermelho), está em estado grave. Os médicos acreditam que ele não sobreviverá.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez um apelo para que manifestantes e autoridades da Tailândia evitem novos episódios de violência.

A grande maioria dos manifestantes apoia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em 2006. Eles exigem que o atual premiê, Abhisit Vejjajiva, dissolva o Parlamento e convoque novas eleições.

O primeiro-ministro chegou a oferecer novas eleições para novembro, mas os dois lados não conseguiram chegar a um acordo.

Esta é a pior crise política em quase duas décadas na Tailândia. Até o momento, ao menos 36 pessoas morreram e outras 1,4 mil ficaram feridas nos confrontos.

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