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15/05/2010 - 11h14

Menino que sobreviveu a queda de avião na Líbia volta para casa

O garoto holandês de nove anos de idade que foi o único sobrevivente de um acidente de avião que matou 103 pessoas na Líbia, na última quarta-feira, voltou para a Holanda neste sábado a bordo de um avião-ambulância.

O menino Ruben van Assow viajou acompanhado de seus tios no voo que partiu da capital da Líbia, Trípoli, para a cidade holandesa de Eindhoven.

Ruben estava no Airbus 330 da Afriqiyah Airways que caiu pouco antes de chegar ao aeroporto de Trípoli na última quarta-feira.

Ele voltava de férias na África do Sul com seus pais, Trudy e Patrick van Assow, e seu irmão mais velho, Enzo. A família celebrava o aniversário de doze anos e meio do matrimônio do casal, um costume holandês.

Privacidade Todos seus familiares que estavam no voo morreram. Na sexta-feira, Ruben foi informado sobre a morte dos pais e irmão.

"Nesta manhã, nós explicamos para Ruben exatamente o que aconteceu", afirmaram os familiares do garoto Ruben van Assow por meio de um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Holanda.

"Ele sabe que seus pais e seu irmão morreram", disseram o tio e a tia do garoto, que afirmaram que, agora, "a família inteira cuidará do futuro de Ruben".

Ainda segundo o comunicado, o garoto passa bem, "considerando as circunstâncias" e, apesar de dormir muito, está lúcido quando acordado.

"Ele bebeu um pouco (de água) e viu flores e brinquedos".

"O período que se segue será difícil para nós. Esperamos que a imprensa respeite nossa privacidade".

Após o acidente, Ruben foi encontrado ainda respirando pelas equipes de resgate e passou por uma cirurgia por ter tido múltiplas fraturas nas pernas.

O avião - que levava 93 passageiros e 11 tripulantes - caiu quando chegava da cidade de Johannesburgo, na África do Sul.

As autoridades ainda investigam as causas do acidente e as caixas-pretas da aeronave foram enviadas para a França para serem examinadas.

Especialistas de Holanda, França, África do Sul e Estados Unidos estão na Líbia para auxiliarem nas investigações.

Autoridades forenses da Holanda também estão no país para ajudar na identificação das vítimas, que eram em sua maioria holandesas.

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