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15/05/2010 - 00h20

ONU pede moderação e apela para retomada de diálogo na Tailândia

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez um apelo nesta sexta-feira para que manifestantes e autoridades da Tailândia evitem novos episódios de violência depois de confrontos entre oposicionistas e forças de segurança terem deixado ao menos dez mortos nos últimos dias na capital Bangcoc.

Por meio de um comunicado, Ban pediu por uma "retomada urgente no diálogo para acalmar a situação e para que todas as questões sejam solucionadas de maneira pacífica".

Dezenas de pessoas também ficaram feridas nos protestos entre oposicionistas e militares tailandeses.

"O secretário-geral acompanha com preocupação o crescimento das tensões e da violência na Tailândia. Ele está entristecido com notícias de numerosas mortes de civis, incluindo jornalistas, nos últimos confrontos", diz um comunicado divulgado pelo porta-voz de Ban.

Os manifestantes oposicionistas - conhecidos como 'camisas vermelhas' - querem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, e estão acampados no centro de Bangcoc.

Confrontos Pelo menos oito pessoas morreram em confrontos entre forças de segurança e oposicionistas nesta sexta-feira.

Os militares utilizaram munição e bombas de gás contra os manifestantes, que responderam com coquetéis molotov e pedras.

Novos episódios de violência teriam ocorrido durante a noite em Bangcoc.

Militares teriam bloqueado ruas em uma grande área da cidade para impedir que novos manifestantes oposicionistas se juntassem àqueles que já estão acampados.

O governo dos Estados Unidos também pediu moderação nos confrontos.

O porta-voz do Departamento de Estado, PJ Crowley, pediu que os dois lados "encontrem uma maneira de resolver suas diferenças de maneira pacífica e que fortaleça as instituições democráticas".

Crise As autoridades de Bangcoc cortaram a água e a eletricidade do campo onde os manifestantes estão acampados, em mais uma tentativa de acabar com a ocupação que já dura dois meses no centro da cidade.

As tensões voltaram a aumentar na quinta-feira, depois que um general rebelde que apoia os oposicionistas ter sido baleado na cabeça por um desconhecido.

O general Khattiya Sawasdipol, conhecido como She Daeng (Comandante Vermelho) está em condições críticas e, segundo seus médicos, é improvável que ele sobreviva.

Diversas embaixadas estrangeiras em Bangcoc fecharam suas portas nesta sexta-feira, incluindo as da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.

A grande maioria dos manifestantes apoia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em 2006.

Eles exigem que o atual premiê, Abhisit Vejjajiva, dissolva o Parlamento e convoque novas eleições.

O primeiro-ministro chegou a oferecer novas eleições para novembro, mas os dois lados não conseguiram chegar a um acordo.

Esta é a pior crise política em quase duas décadas na Tailândia. Até o momento, ao menos 36 pessoas morreram e outras 1,4 mil ficaram feridas nos confrontos.

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