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16/05/2010 - 11h56

Ato a favor do papa reúne 150 mil no Vaticano

Cerca de 150 mil pessoas se reuniram no Vaticano neste domingo para demonstrar solidariedade ao papa Bento 16 após o escândalo provocado pelos casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes.

Grupos de católicos, vindos de diversas cidades italianas, lotaram a Praça de São Pedro, no Vaticano, exibindo diversos cartazes com dizeres como "Sua Santidade, você não está sozinho" e "Não tenham medo, Jesus venceu o mal".

Durante a manifestação, que ocorreu pouco antes do meio dia, os fiéis rezaram pelas vitimas de abusos sexuais cometidos por religiosos e por suas famílias e pediram que a Igreja seja purificada através da penitência.

"Não podemos negar que o escândalo existe e é grave, mas o papa não respondeu impulsivamente, como as pessoas fariam. Ele está se comportando como um pai", disse um dos manifestantes.

"Estamos aqui para pedir que Deus preserve o papa e que nada nos afaste dele. Estes escândalos fazem sofrer, mas isto não nos impede de estar próximo ao papa. Ao contrário, nos aproxima cada vez mais dele", disse outra manifestante.

Pecado O papa agradeceu as manifestações logo após a oração do "Regina Coeli".

"Aqui vemos presente toda a Itália. Obrigado pela presença e confiança", disse o papa, improvisando da janela de seu escritório, no Palácio Apostólico do Vaticano.

Bento 16 aparentava estar alegre e foi diversas vezes interrompido pelos aplausos dos manifestantes.

"Caros amigos, hoje vocês mostram o grande afeto e a solidariedade da Igreja e do povo italiano no papa e nos seus sacerdotes que diariamente cuidam de vocês, para que com renovação espiritual e moral possamos sempre melhor servir a Igreja e o povo de Deus, que se dirige a nós com confiança", disse o papa.

Bento 16 não fez referência direta aos casos de abusos sexuais, mas disse que o pecado também está dentro da Igreja.

"O verdadeiro inimigo que devemos temer e combater é o pecado, o mal espiritual que às vezes, infelizmente, contagia os membros da Igreja. Vivemos no mundo, mas não somos do mundo. Não devemos temer o mundo, embora tenhamos que nos defender de suas seduções. Devemos, no entanto, temer o pecado e por isto ser fortemente enraizados em Deus, no bem, no amor e no serviço".

Esta é primeira manifestação deste tipo em defesa de Bento 16 e da Igreja Católica, depois que casos de abusos sexuais cometidos por religiosos em diversos países foram divulgados pela imprensa internacional.

A hierarquia da Igreja Católica foi alvo de criticas por ter acobertado os abusos sexuais contra menores e não punir os responsáveis, que eram apenas transferidos de diocese, mas não punidos nem expulsos da Igreja.

O escândalo obrigou o Vaticano a admitir erros e tomar providências para resolver o problema.

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