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16/05/2010 - 08h30

Governo da Tailândia dá ultimato a manifestantes

As autoridades da Tailândia deram um ultimato neste domingo aos manifestantes que estão acampados desde março na capital Bangcoc. O governo tailandês exige que as mulheres e idosos deixem o acampamento até a tarde de segunda-feira.

O governo pediu que a Cruz Vermelha ajude a convencer as pessoas a deixarem o acampamento.

Manifestantes de oposição - conhecidos como "camisas vermelhas" - exigem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva. Um dos líderes dos manifestantes disse que a Tailândia está perto de uma "guerra civil".

Desde quinta-feira, quando a violência se intensificou em Bangcoc, 25 pessoas já morreram nos choques entre os manifestantes e a polícia.

Na medida em que a polícia fecha o cerco ao acampamento, muitos dos manifestantes estão se reunindo em outras partes da capital.

Alguns soldados do Exército tailandês se posicionaram atrás do acampamento e abriram fogo contra pessoas que tentam se juntar aos protestos.

O primeiro-ministro estendeu as férias escolares por mais uma semana, mas cancelou os planos para impor um toque de recolher.

Estabilidade No sábado, após novos confrontos entre soldados e manifestantes, o primeiro-ministro afirmou que a única forma de restaurar a estabilidade no país seria o avanço das tropas do governo para acabar com o protesto.

De acordo com Abhisit, a intervenção militar é a única forma de encerrar os protestos e confrontos com as forças de segurança.

Em suas primeiras declarações na televisão desde o início da onda de violência, na quinta-feira, ele afirmou que a sua intenção é restaurar a normalidade na capital com o mínimo de perdas.

Para ele, uma minoria de camisas-vermelhas que se opõem ao diálogo estaria ameaçando a estabilidade do país.

"Não vamos retroceder", afirmou.

'Tiroteio livre' O Exército tailandês montou barricadas nas ruas e estradas que levam aos bairros ocupados, no norte e leste da cidade, para impedir que alimentos cheguem ao local.

No sábado, o governo afirmou que a região ocupada é "zona de tiroteio livre", alertando para a população evitar o local. Placas de "Entrada proibida" foram espalhadas nas imediações.

Os protestos vêm ocorrendo desde março, mas a violência voltou a aumentar na quinta-feira desta semana, quando um general que participava do movimento de oposição foi ferido com um tiro na cabeça.

O general Khattiya Sawasdipol, também conhecido como Seh Daeng (ou Comandante Vermelho), está em estado grave. Médicos dizem não acreditar que ele sobreviverá.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez um apelo para que manifestantes e autoridades da Tailândia evitem novos episódios de violência.

A grande maioria dos manifestantes apoia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em 2006. Eles exigem que o atual premiê, Abhisit Vejjajiva, dissolva o Parlamento e convoque novas eleições.

O primeiro-ministro chegou a oferecer novas eleições para novembro, mas os dois lados não conseguiram chegar a um acordo.

Esta é a pior crise política em quase duas décadas na Tailândia. Até o momento, ao menos 45 pessoas morreram e outras 1,4 mil ficaram feridas nos confrontos.

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