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17/05/2010 - 10h28

Aeroportos reabrem na Europa após fechamento por cinzas

Os principais aeroportos europeus que tinham fechado suas pistas por conta das cinzas do vulcão islandês reabriram para pousos e decolagens no início da tarde desta segunda-feira.

Heathrow, Gatwick e City, que servem a capital britânica, Londres, reiniciaram as operações gradualmente a partir das 7h locais (3h em Brasília) e reabriram completamente para pousos e decolagens cinco horas depois.

Na mesma hora, os aeroportos de Amsterdã e de Roterdã também reabriram na Holanda. As aterrissagens e partidas também já estão permitidas em Dublin.

Na Grã-Bretanha, apenas dois aeroportos menores, os de Shetland e Orkney, permanecem fechados.

"É provável que atrasos e cancelamentos ainda continuem durante o dia e continuamos a aconselhar os passageiros a checar o status dos seus voos junto às companhias aéreas", disse a agência que regula seis aeroportos na Grã-Bretanha, BAA.

As cinzas do vulcão Eyjafjallajokull estão causando atrasos e interrupções no setor aéreo europeu desde abril.

No último fim-de-semana, as cinzas primeiro afetaram o espaço aéreo irlandês no sábado. No domingo o nuvem atingiu a Grã-Bretanha e causou o fechamento dos principais aeroportos do país.

Trens Nesta segunda-feira, companhias de trem anunciaram medidas extras para lidar com o provável aumento do volume de passageiros que tentam fugir das restrições aéreas.

O Eurostar, que liga a Grã-Bretanha ao continente europeu sob o Canal da Mancha, aumentou o número de trens que fazem a ligação entre as estações britânicas e do continente (na França, Bélgica e Holanda) sob o Canal da Mancha. Cerca de 5,5 mil assentos extras foram colocados à disposição do público, afirmou a companhia.

Já a operadora Virgin disse que havia disponibilizado 7 mil lugares a mais em linhas entre as cidades de London, Birmingham, Glasgow e Edinburgo.

Mais cedo, empresas aéreas criticaram o fechamento do espaço aéreo britânico, alegando que a medida foi um exagero.

"Todos os voos-testes feitos por empresas aéreas, aeronaves e fabricantes de motores mostraram que não há evidências de que as empresas não possam voar com total segurança", disse o presidente da Virgin Atlantic, Richard Branson.

Representantes da British Airlines também criticaram a medida, que qualificaram de "restritiva demais". A BA, que está às vésperas de uma greve de funcionários, defendeu o direito de cada empresa de decidir se é seguro voar ou não.

O Ministro dos Transportes britânico, Philip Hammond, disse que o governo está "trabalhando junto com a indústria" na definição dos parâmetros de segurança de voo para reduzir o impacto nos negócios e garantir a segurança dos passageiros ao mesmo tempo.

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