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18/05/2010 - 23h01

Forças do governo cercam manifestantes na Tailândia

Centenas de soldados e policiais estão se reunindo nas ruas próximas ao acampamento onde estão cerca de 5 mil manifestantes oposicionistas, os chamados camisas vermelhas, na capital da Tailândia, Bangcoc.

Veículos blindados com metralhadoras estão posicionados nas ruas principais e os últimos esforços para uma resolução pacífica dos confrontos foram encerrados na terça-feira, sem resultados.

A violência entre as forças do governo tailandês e os camisas vermelhas causou a morte de 37 pessoas nos últimos dias.

De acordo com o repórter da BBC na área dos protestos Vaudine England, os helicópteros estão sobrevoando a área no centro da capital tailandesa onde estão os manifestantes.

Depois que o governo informou que o tempo para as negociações estava esgotado, boatos de um confronto ao amanhecer circularam pelo acampamento durante a noite.

E, segundo England, soldados e manifestantes estão se enfrentando na área em volta do acampamento nos últimos seis dias, mas esta é a primeira vez que veículos blindados com o apoio de solados são vistos avançando em direção ao acampamento.

Escudo Os líderes dos camisas vermelhas tinham aceitado a oferta de novas negociações, que seriam supervisionadas por figuras importantes do Senado tailandês.

Mas o governo afirmou que os manifestantes teriam que deixar o acampamento em Bangcoc antes da retomada das negociações.

Os dois lados tem trocado acusações nos últimos dias. O governo acusa os manifestantes mais radicais de usar crianças e mulheres como escudos.

Os camisas vermelhas, por sua vez, acusam os soldados do governo de atirar de forma indiscriminada contra os manifestantes, apesar de o Exército afirmar que os soldados dispararam apenas para se defender.

Escolas e prédios do governo continuam fechados, o transporte na capital tailandesa está suspenso.

O governo estendeu o feriado nacional até sexta-feira, dando mais tempo para encontrar uma solução para a crise.

Os camisas vermelhas exigem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, a dissolução do parlamento e a realização de eleições.

A grande maioria dos manifestantes apoia o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que foi deposto em 2006.

Os protestos vêm ocorrendo desde março, mas a violência voltou a aumentar na quinta-feira passada, quando o general dissidente Khattiya Sawasdipol, que apoiava a oposição, foi ferido com um tiro na cabeça.

Conhecido como Comandante Vermelho, Sawasdipol, que foi alvo de um atirador não identificado, morreu na segunda-feira, após permanecer vários dias em estado grave.

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