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20/05/2010 - 13h34

Governo do Paquistão bloqueia acesso ao YouTube

O governo do Paquistão bloqueou o acesso ao site de compartilhamento de vídeos YouTube nesta quinta-feira devido ao que classificou como "crescente conteúdo sacrílego" divulgado pelo website. A versão em inglês da enciclopédia online Wikipedia também teve seu acesso restringido. A ação contra o YouTube acontece um dia depois de o governo paquistanês ter bloqueado o acesso ao site de relacionamentos Facebook, como parte de uma ofensiva contra páginas de internet que supostamente divulgam conteúdo contrário ao Islamismo. Segundo Orla Guerin, repórter da BBC em Islamabad, a Autoridade de Telecomunicações do Paquistão prometeu restringir o acesso a outros websites que façam o mesmo. Por meio de um comunicado, os administradores do YouTube afirmaram estar "atentos ao problema e trabalhando para que o serviço seja restaurado". Em 2008, o YouTube já havia sido bloqueado por um curto período no Paquistão, também sob a alegação de divulgar conteúdo ofensivo aos muçulmanos. Protestos A Autoridade de Telecomunicações do Paquistão afirmou ter ordenado os provedores de internet a "impedirem completamente" o YouTube e o Facebook de serem vistos dentro do Paquistão. De acordo com correspondentes, ainda é preciso avaliar se os bloqueios aos sites serão bem sucedidos e se os cidadãos encontrarão meios para burlar as restrições. O bloqueio ao Facebook foi determinado na quarta-feira por um tribunal da cidade de Lahore devido a uma página do website que convidava os usuários a desenhar caricaturas do profeta Maomé. Por meio de um comunicado, o Facebook se recusou a retirar a página do website afirmando respeitar a liberdade de expressão dos usuários. A empresa ainda diz que, embora algumas pessoas possam considerar o conteúdo condenável, ele não viola as políticas do website. Além do profeta Maomé, a página também traz caricaturas de personalidades ligadas a outras religiões, como o Cristianismo e o Hinduísmo. Partidos islâmicos paquistaneses planejam protestos contra o conteúdo das páginas de internet. Em 2006, cinco pessoas morreram durante violentos protestos contra a publicação de caricaturas do profeta Maomé em um jornal dinamarquês.

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