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23/05/2010 - 22h12

Jamaica declara estado de emergência na capital

Um estado de emergência foi declarado em partes da capital da Jamaica, Kingston, depois que várias delegacias de polícia foram atacadas por grupos armados que tentam evitar a prisão de um suposto chefe do tráfico de drogas.

Os grupos dispararam contra duas delegacias e uma terceira foi incendiada. Estes grupos apoiariam Christopher "Dudus" Coke, que seria chefe do tráfico de drogas do país e que também é procurado nos Estados Unidos.

O governo da Jamaica concordou na semana passada em extraditar Coke para os Estados Unidos.

Mas, os grupos que apoiam Coke, de 41 anos, colocaram barricadas e afirmaram que vão protegê-lo.

O correspondente da BBC em Kingston Nick Davis afirmou que soldados e a polícia estão sob ataque e a fumaça ainda está subindo da delegacia incendiada.

O estado de emergência cobre os bairros de West Kingston e St. Andrews, onde a violência começou, e vai durar pelo menos um mês, de acordo com governo.

As áreas são consideradas regiões de apoio a Coke, que afirma ser um líder comunitário. Ele cuida dos moradores da região, dando dinheiro quando estão desempregados.

De acordo com Nick Davis, os que apoiam Coke acreditam que ele esteja cumprindo um papel que o governo não consegue cumprir.

A polícia exigiu a rendição de Coke e descreveu as barricadas levantadas nestes bairros como um sinal de "covardia", de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Procurado O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que Coke é um dos mais perigosos chefes do tráfico de drogas do mundo. Ele é acusado de liderar uma gangue chamada Shower Posse, e operar uma rede internacional de tráfico.

A gangue também foi responsabilizada por vários assassinatos na Jamaica e nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro jamaicano, Bruce Golding, afirmou no começo da semana que está preparado para enviar Coke para os Estados Unidos sob acusação de tráfico de drogas e armas.

A decisão do primeiro-ministro reverteu nove meses de oposição à extradição de Coke. Golding afirmava que as provas contra Coke tinham sido obtidas ilegalmente, por interceptação de suas conversas pelo telefone celular.

Mas, o primeiro-ministro mudou de ideia frente à crescente desaprovação do público, e também a questionamentos sobre seu possível envolvimento com Coke.

Golding pediu desculpas ao país e admitiu que não tinha cuidado muito bem do caso.

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