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24/05/2010 - 19h28

Nove fuzileiros morrem em confronto com as Farc na Colômbia

Nove fuzileiros navais da Colômbia morreram nesta segunda-feira durante um enfrentamento com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no sul do país, segundo informaram as Forças Armadas colombianas.

As mortes, a seis dias das eleições presidenciais no país, ocorreram durante uma operação dos fuzileiros, que pretendiam cercar um acampamento das Farc no departamento (Estado) de Caquetá - uma das zonas em que a guerrilha exerce maior controle na Colômbia.

De acordo com o general Rafael Colón, comandante da Força Naval Sul, o enfrentamento ocorreu quando os militares colombianos tentavam localizar um "esconderijo de explosivos e materiais de guerra que seriam utilizados em atentados terroristas durante as eleições do domingo".

No combate, mais dois soldados foram feridos, e outro militar está desaparecido. As autoridades não informaram se os rebeldes sofreram baixas no incidente.

Pesquisa Analistas dizem que, durante eleições, as guerrilhas tendem a ampliar suas ações com objetivo de demonstrar força.

Para incrementar a segurança durante o pleito, as autoridades mobilizaram 350 mil soldados e policiais.

A agência de inteligência colombiana DAS também anunciou que pelo menos 66 municípios foram colocados em alerta como possíveis alvos de ataques de grupos guerrilheiros.

Segundo a imprensa local, a proteção dos candidatos presidenciais também foi reforçada, em especial a do candidato Gustavo Petro, do partido esquerdista Polo Democrático Alternativo. Petro disse ter recebido ameaças de morte por parte das Farc.

Os candidatos presidenciais encerraram suas campanhas neste domingo.

Segundo pesquisa realizada pela empresa Daxteco, há um empate técnico entre Juan Manuel Santos, ex-ministro de Defesa e candidato do presidente Álvaro Uribe, e Antana Mockus, ex-prefeito de Bogotá.

Segundo a pesquisa, Santos contaria com 35% dos votos e Mockus, 34% - números que, se confirmados, levarão a decisão para um segundo turno.

No segundo turno, a pesquisa sugere que Mockus levaria estreita vantagem, com 45% das intenções de votos contra 44% de Santos.

Acusação Na reta final das eleições, um novo escândalo envolvendo o irmão do presidente Álvaro Uribe, acusado de ter criado um grupo paramilitar, é visto pelo governo como uma estratégia para prejudicar o desempenho de Santos no pleito do domingo.

De acordo com o major de polícia aposentado Juan Carlos Meneses, em entrevista publicada pelo jornal americano The Washington Post, Santiago Uribe, irmão do presidente colombiano, liderou um grupo paramilitar em Yarumal, no departamento (Estado) de Antioquia, nos anos 90.

Meneses disse que Uribe, na ocasião senador e se candidatava ao governo de Antioquia, conhecia as atividades do irmão.

O major da reserva afirmou que a organização paramilitar, chamada de Os Doze Apóstolos, se dedicava a assassinar a simpatizantes da guerrilha e supostos rebeldes.

Na época, Meneses era diretor da Policia nesta zona e admitiu ter colaborado com Santiago para encobrir os assassinatos do grupo paramilitar.

"Aqui há algo bastante estranho, muitas coincidências sobre o que está ocorrendo para afetar o processo eleitoral", afirmou nesta segunda-feira o vice-presidente, Francisco Santos.

Essa não é a primeira vez que familiares do presidente colombiano são acusados de envolvimento com paramilitares.

O ex-senador colombiano Mário Uribe Escobar, primo e aliado político de Álvaro Uribe, foi preso em fevereiro por suposto envolvimento com grupos paramilitares. O escândalo, que envolve dezenas de políticos colombianos da base aliada do governo ficou conhecido como "parapolítica".

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