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25/05/2010 - 12h59

Coreia do Norte corta todas as relações com Coreia do Sul

A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira que está cortando todas as relações com a Coreia do Sul.

Segundo a KCNA, a agência oficial de notícias norte-coreana, o país também expulsará os trabalhadores sul-coreanos de uma fábrica administrada conjuntamente pelos dois países perto da fronteira.

O anúncio é mais um sinal do acirramento das tensões na região após uma investigação independente na semana passada ter responsabilizado um torpedo norte-coreano pelo afundamento do navio Cheonan, em março, no qual 46 marinheiros sul-coreanos morreram.

A Coreia do Norte nega a acusação.

Os dois lados permanecem tecnicamente em guerra há 57 anos - já que não foi assinado um cessar-fogo oficial no final da Guerra da Coreia, em 1953.

'Resposta efetiva' Ainda nesta terça-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos e a China precisam atuar em conjunto para encontrar "uma resposta efetiva" à crise encontra as duas Coreias.

Falando após encontro com autoridades chinesas em Pequim, Hillary Clinton disse que a manutenção da paz na península coreana é "uma responsabilidade compartilhada" entre os países.

A secretária de Estado afirmou que ninguém está mais preocupado com a paz e a estabilidade na região do que o governo chinês.

Mas, apesar disso, a China até agora somente pediu calma e não condenou oficialmente a Coreia do Norte pelo ataque ao navio.

Na segunda-feira, os Estados Unidos já haviam anunciado a realização de exercícios militares navais conjuntos com a Coreia do Sul após a escalada da tensão na região.

Um dia antes, a Coreia do Sul anunciou que estava proibindo a passagem de barcos da Coreia do Norte por suas águas, suspendendo quase todo o comércio com o vizinho e levando a questão do afundamento do navio para o Conselho de Segurança da ONU.

O governo brasileiro divulgou nesta terça-feira uma nota dizendo ter recebido "com grande preocupação" a notícia da semana passada sobre o resultado das investigações sobre o naufrágio do Cheonan.

Na nota, o governo diz que "continua a acompanhar atentamente a questão e conclama as partes envolvidas a absterem-se de quaisquer atos que ponham em risco a estabilidade da península coreana".

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