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25/05/2010 - 14h30

Irã liberta cineasta opositor preso há dois meses

As autoridades do Irã libertaram nesta terça-feira o cineasta Jafar Panahi, que estava detido há mais de dois meses em uma penitenciária de Teerã, de acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Ilna.

O cineasta - cuja prisão gerou protestos da comunidade internacional - teria sido libertado após o pagamento de uma fiança equivalente a US$ 200 mil (cerca de R$ 370 mil).

De acordo com o analista para assuntos iranianos da BBC, Jon Leyne, as autoridades nunca deixaram claras quais são as acusações que pesam contra Panahi, mas, no último mês de abril, o ministro da Cultura do Irã o acusou de dirigir um filme contrário ao regime islâmico.

Além disso, Panahi é conhecido por apoiar o movimento de oposição ao presidente Mahmoud Ahmadinejad. Antes de ser libertado, o cineasta fez uma greve de fome que durou cerca de uma semana.

Ainda segundo a imprensa iraniana, o caso de Panahi será encaminhado a um tribunal, e o cineasta ainda pode ser submetido a um julgamento.

Protestos Os filmes de Panahi são conhecidos por sua temática social, e ele já expressou críticas ao regime islâmico no Irã.

O diretor foi preso no último mês de março junto com membros de sua família, que foram soltos pouco tempo depois.

As autoridades iranianas negam que sua prisão tenha tido motivação política.

O cineasta já foi premiado em festivais de cinema como o de Veneza e o de Berlim e havia sido convidado para participar do júri do Festival de Cannes neste ano.

A prisão de Panahi foi alvo de um protesto emocionado da atriz francesa Juliette Binoche durante o Festival de Cannes, na semana passada.

Oposição Desde as polêmicas eleições presidenciais de junho do ano passado, as autoridades iranianas aumentaram a pressão contra oposicionistas.

Relatos indicam que pelo menos 30 pessoas foram mortas em protestos após as eleições, embora a oposição afirme que o número pode passar de 70.

Centenas de pessoas foram presas e pelo menos 200 ativistas permanecem detidos.

Segundo o analista da BBC Jon Leyne, as tensões no Irã voltaram a crescer com a aproximação do aniversário de um ano do pleito que reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

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