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25/05/2010 - 20h42

Obama deve enviar Guarda Nacional para a fronteira com o México

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá enviar até 1,2 mil homens da Guarda Nacional para a fronteira com o México e pedir ao Congresso a liberação adicional de US$ 500 milhões (cerca de R$ 939 milhões) para reforçar a segurança na região, disse nesta terça-feira uma fonte do governo americano.

As medidas são anunciadas em meio à crescente polêmica sobre as leis de imigração no país - às quais o próprio Obama já se referiu como um sistema "falido" - e ao aumento da pressão dos Estados localizados na fronteira por ações para coibir o tráfico de drogas, armas e pessoas na região.

Na semana passada, em visita aos Estados Unidos, o presidente do México, Felipe Calderón, também fez um apelo para que os dois governos agissem conjuntamente no combate aos problemas na fronteira.

A violência relacionada ao tráfico de drogas é um dos principais problemas enfrentados pelo governo mexicano.

Tráfico No fim de março, o assassinato de um fazendeiro no Arizona aumentou os temores de que gangues ligadas ao tráfico de drogas no México estejam cada vez mais ativas no lado americano da fronteira.

Segundo fontes do governo americano, as tropas da Guarda Nacional serão enviadas à fronteira em caráter temporário, até que novos agentes sejam recrutados e treinados.

As tropas ficarão encarregadas de atividades de inteligência e vigilância, além de prestar apoio imediato a ações de combate ao tráfico.

Os recursos solicitados ao Congresso serão utilizados para melhorar a tecnologia na fronteira e aumentar o número de agentes federais na região.

Arizona A falta de segurança na fronteira é um dos argumentos dos defensores da nova lei de imigração do Arizona, que torna crime estadual a presença de imigrantes ilegais e dá à polícia o poder de parar e revistar qualquer pessoa considerada suspeita.

A lei, assinada em abril e com entrada em vigor prevista para o final de julho, vem provocando uma onda de protestos dentro e fora dos Estados Unidos.

Os críticos dizem que a lei é discriminatória e vai prejudicar especialmente a população hispânica.

Nesta terça-feira, o anúncio das novas medidas para a fronteira foram bem recebidos por parlamentares no Arizona.

"A Casa Branca está fazendo a coisa certa", disse em uma declaração publicada em sua página na internet a democrata Gabrielle Giffords, que vinha pedindo o envio de tropas para a fronteira.

"Os moradores do Arizona sabem que mais tropas significam uma fronteira mais segura. Washington ouviu nossa mensagem", afirmou.

A nova lei do Arizona foi duramente criticada pelo presidente mexicano na semana passada e também recebeu críticas de Obama.

Durante a visita, tanto Calderón quanto o próprio Obama pediram ao Congresso americano que aprova a reforma da imigração.

Essa reforma era uma das promessas de campanha de Obama, que se elegeu com grande apoio da comunidade hispânica nos Estados Unidos.

Segundo analistas, porém, a polêmica em torno do tema e a forte oposição republicana, agravada pela proximidade das eleições legislativas de novembro, tornam pouco provável que a reforma da imigração seja aprovada ainda neste ano.

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