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26/05/2010 - 21h50

Chefes de polícia americanos criticam lei de imigração do Arizona

Chefes de polícia de grandes cidades americanas disseram nesta quarta-feira que a nova lei de imigração do Arizona poderá aumentar a criminalidade.

Reunidos em Washington com o secretário de Justiça americano, Eric Holder, os policiais afirmaram que a nova legislação vai quebrar a confiança da comunidade na polícia, além de mobilizar recursos que deveriam ser empregados no combate ao crime.

Segundo os policiais, vítimas e testemunhas de crime que sejam imigrantes ilegais poderão ficar com medo de falar com a polícia.

Desde o fim de abril, quando foi assinada pela governadora do Arizona, Jan Brewer, a lei SB 1070 vem provocando polêmica dentro e fora dos Estados Unidos.

A nova legislação - que entra em vigor somente no dia 29 de julho - torna crime a presença de imigrantes ilegais no Estado e dá a polícia o poder de parar, revistar e exigir documentos de qualquer pessoa sobre a qual paire "suspeita razoável".

Os críticos afirmam que a lei é discriminatória e que vai afetar especialmente a comunidade hispânica.

Divisão Entre os que criticaram a lei na reunião desta quarta-feira estão os chefes das polícias de Los Angeles, Charlie Beck, Filadélfia, Charles Ramsey, Salt Lake City, Chris Burbank, e Minneapolis, Tim Dolan.

O chefe da polícia de Tucson, no Arizona, Roberto Villaseñor, e o presidente da Associação dos Chefes de Polícia do Arizona, John Harris, também criticaram a lei.

Pesquisas de opinião, porém, indicam que há uma profunda divisão tanto na polícia como na população americana em geral a respeito do tema.

Muitos americanos apoiam a nova legislação, e 15 Estados já cogitam criar versões similares da lei.

O presidente americano, Barack Obama, fez críticas à lei e instruiu Holder a analisar a possibilidade de contestar a legislação.

Obama também vem pressionando o Congresso pela aprovação da reforma do sistema de imigração.

Em meio à polêmica, foi anunciado na terça-feira o envio de até 1,2 mil homens da Guarda Nacional para a fronteira dos Estados Unidos com o México, para atuar no combate ao tráfico de drogas, armas e pessoas na região.

Obama também deverá pedir ao Congresso a liberação de uma verba adicional de US$ 500 milhões (cerca de R$ 932 milhões) para reforçar a segurança na fronteira.

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