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26/05/2010 - 05h22

EUA querem resposta 'dura' de comunidade internacional à Coreia do Norte

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o afundamento de um navio de guerra sul-coreano em março exige uma resposta dura da comunidade internacional, depois de a Coreia do norte ter sido responsabilizada pelo incidente, que resultou na morte de 46 marinheiros. Em pronunciamento nesta quarta-feira em Seul, capital da Coreia do Sul, Hillary disse que havia provas "esmagadoras" de que a Coreia do Norte afundou o navio Cheonan com um torpedo e exortou Pyongyang a suspender sua "política beligerante". "Esta foi uma provocação inaceitável da Coreia do Norte e a comunidade internacional tem uma responsabilidade e um dever de responder", disse Hillary. O incidente exige "uma resposta dura porém comedida", disse ela. Hillary chegou à Coreia do Sul depois que a Coreia do Norte cortou relações com o país e baniu os navios sul-coreanos de suas águas territoriais, em resposta à acusação e às sanções anunciadas por Seul. Ao fim de sua visita de uma semana à Ásia, Hillary se reuniu com o ministro do Exterior sul-coreano Yu Myung-hwan e ia se encontrar com o presidente Lee Myung-bak. No início da semana, a Coreia do Sul anunciou a suspensão do comércio com o norte e afirmou que ia levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Seul busca uma forte resposta internacional para o ataque contra seu navio no dia 26 de março. Segundo o correspondente da BBC em Seul John Sudworth, o governo sul-coreano quer conhecer detalhes sobre os dois dias de encontro de Hillary com as autoridades chinesas, em Pequim. A secretária de Estado vinha pressionando a China para se juntar à condenação internacional, mas Pequim adotou uma postura cautelosa, pedindo calma, afirma Sudworth. Nesta quarta-feira, o vice-ministro do Exterior chinês Zhang Zhijun afirmou que seu país ainda está avaliando as informações sobre o incidente com o Cheonan. Os Estados Unidos, no entanto, demonstraram confiança no relatório compilado por especialistas internacionais, que na semana passada concluiu que o navio sul-coreano foi afundado por um torpedo norte-coreano. Hillary afirmou que as provas encontradas são contundentes, mas Zhang Zhijun disse: "Sempre acreditamos que o diálogo é melhor do que uma condenação". Exercícios militares Com a crescente tensão entre as Coreias, o norte reagiu duramente às sanções comerciais e marítimas anunciadas pelo sul. Nesta quarta-feira, a Coreia do Norte afirmou que ia fechar uma estrada que atravessa a fronteira, com forte presença militar, caso a Coreia do Sul retome suas transmissões de propaganda na região, suspensas seis anos atrás. Mais cedo, Pyongyang afirmou que responderia a Seul com sanções equivalentes, além de cortar as poucas linhas de comunicação entre os dois governos. O espaço aéreo e as águas territoriais norte-coreanas foram fechadas aos navios e aviões sul-coreanos. Tecnicamente, os dois Estados permanecem em guerra desde que o conflito da Coreia terminou em 1953 sem armistício. Tanques K1 sul-coreanos podiam ser vistos na terça-feira, realizando exercícios em preparação para um possível ataque surpresa da Coreia do Norte.

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