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28/05/2010 - 19h02

Obama promete triplicar equipes que lidam com vazamento

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta sexta-feira que triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

Em visita à costa do Estado da Louisiana, a segunda que fez desde o início do vazamento, em 20 de abril, Obama comparou o problema a um ataque ao país.

"(O vazamento) é um ataque à nossa costa, ao nosso povo, à economia regional e a comunidades como essa", disse ele. "As pessoas estão assistindo suas formas de sustento se esvaindo na praia." O presidente americano ficou no local mais do que as duas horas previstas, ouviu histórias de pessoas afetadas e reiterou que o governo americano vai continuar trabalhando até que o problema seja resolvido.

Mudança no futuro Correspondentes dizem que a revolta popular com o vazamento, inicialmente dirigida à empresa que tem tentado acabar com o problema, a petroleira British Petroleum (BP), parece agora ter Obama como alvo.

O líder americano afirmou que seu governo e não a BP comanda as operações, mas ressaltou que apenas a empresa possui a tecnologia apropriada para selar o poço danificado, a cerca de 1,5 km de profundidade.

Obama sugeriu que no futuro sejam criadas forças-tarefa para lidar com vazamentos em águas profundas, pagas por petroleiras, mas sob comando do governo americano.

Nesta sexta-feira, a BP disse que levará pelo menos outros dois dias para que se saiba se a última estratégia para conter o vazamento está sendo bem-sucedida.

Batizada de "top kill", a estratégia consiste em lançar grande quantidade de um fluido de alta densidade, semelhante à lama, no local do vazamento - já considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Técnicos calculam que o vazamento vem liberando entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo diariamente no Golfo do México.

A BP diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de US$ 1 bilhão.

Também nesta sexta-feira, a Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou a proposta de quadruplicar o montante que as petroleiras devem pagar a um fundo de contingência para vazamentos.

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