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30/05/2010 - 21h36

Vitória folgada de governista levanta suspeitas e surpreende analistas

Mesmo com a perspectiva de um segundo turno, a liderança folgada do candidato governista, Juan Manuel Santos, levantou suspeitas, surpreendeu analistas e contrariou pesquisas que apontavam um empate técnico entre os dois candidatos. "Indiscutivelmente é uma surpresa", afirmou à BBC Brasil Alejandra Barrios, diretora do Movimento de Observação Eleitora (MOE). "Vemos que os votos de Facebook e Twiiter não se transformaram em votos reais, afirmou Barrios em alusão à campanha do partido Verde, impulsada por meio dessas redes sociais. " Para ela, Santos "possivelmente será o próximo presidente", como planejou Uribe. O analista político e historiador Medófilo Medina vai mais longe e questiona a ampla diferença entre Santos e Mockus, de mais de 3,7 milhões de votos favoráveis ao candidato governista. 'Fantasma de irregularidades' "Nenhum prognóstico apontava uma diferença tão ampla entre os dois candidatos. Isso surpreende e tendo em conta os delitos eleitorais do processo legislativo de março, esse fantasma de irregularidades volta a aparecer no horizonte", afirmou à BBC Brasil. O MOE afirma não ter provas de irregularidades na contagem dos votos. "Não temos dúvida de que a contagem reflete a vontade do eleitor, diferentemente do que ocorreu nas eleições legislativas, onde claramente houve fraude em alguns departamentos (estados)". Segundo o MOE, a abstenção foi de 56%, uma das mais altas dos últimos quatro processos eleitorais. No jogo de alianças que passará a ser negociado a partir de agora, de acordo com Medina, Santos tende à capitalizar a maioria dos votos dos partidos conservadores. O esquerdista Polo Democrático tenderá a negociar com o partido Verde uma possível coalizão para o segundo turno. A posição do partido Cambio Radical de German Vargas Llera, que obteve mais de 1,4 milhões de votos pode ser decisiva, em especial para Mockus, que na opinião de analistas, necessitará contar com o maior número de alianças e de conquistar novos eleitores que não votaram, para poder vencer o candidato governista. Lleras disse que "ainda não pode decidir em nome dos colombianos que o apoiaram" que candidato seu partido apoiará.

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